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Instinto materno existe?

O instinto materno sempre foi um argumento usado para validar o pensamento de que mulheres nasceram para ser mães. Mas será que isso é realmente verdade? Entrevistamos a psicóloga Márcia Regina Gonçalves e nos aprofundamos em algumas opiniões de cientistas para desmistificar o assunto. Confira!

instinto materno

A verdade sobre o instinto materno

Segundo a antropóloga e professora emérita na Universidade da Califórnia, Sarah Hrdy, o instinto materno não existe. Sua visão revolucionária (e até polêmica) sobre o assunto, propõe que, na verdade, as mulheres têm uma predisposição biológica para o investimento no filho, assim como todas as outras fêmeas — seja humana ou uma leoa.

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As pesquisas da autora comprovam que a evolução não concedeu a espécie humana com o instinto materno que a sociedade tanto estigmatiza. Ao contrário do que muitos pensam, as mulheres não amam instintivamente seus bebês, tampouco, nascem com uma capacidade extraordinária de cuidar ou sexto sentido. 

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De acordo com a psicóloga Márcia Regina Gonçalves, outra especialista que se aprofundou no assunto foi Elisabeth Badinter, filósofa e autora do livro Um amor conquistado – O mito do amor materno. “Badinter coloca em xeque a premissa do suposto instinto materno. Para a historiadora, esse amor é uma imposição da sociedade e é aprendido através das gerações”. 

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Márcia também relata que Badinter comprova suas teorias em uma curiosa análise histórica, que refresca nossas memórias o que acontecia no passado: em meados do século XIX, mulheres nobres entregavam seus filhos às amas de leite logo após o nascimento. Essas moças amamentavam e literalmente criavam as crianças, que muitas vezes, nunca mais viam seus pais biológicos.

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“O livro nos traz duas premissas. A primeira de que o instinto materno é uma imposição da cultura e também a necessidade do ser humano de idealizar a relação entre mãe e filho”. Segundo a psicóloga, essa idealização “obedece ao desejo de união perfeita, da fantasia de completude que protege o indivíduo das ansiedades e dos medos mais primitivos de separação, abandono e perda”. 

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Márcia, que também é mãe de dois, ainda completa o pensamento de que o instinto materno é um mito sem desconsiderar a capacidade reprodutiva da mulher. “É claro que o corpo da mulher é preparado para ter filhos, então não dá para negar que estamos diretamente ligada à maternidade, mas o que colocamos é que a sociedade acaba supervalorizando profundamente essas questões. 

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Por fim, deixamos uma citação de Badinter para a sua reflexão:

“O amor materno é apenas um sentimento humano. E como todo sentimento, é incerto, frágil e imperfeito. Contrariamente aos preconceitos, ele talvez não esteja profundamente inscrito na natureza feminina. Observando-se a evolução das atitudes maternas, constata-se que o interesse e a dedicação à criança se manifestam ou não se manifestam. A ternura existe ou não existe.”

E você, acredita no instinto materno ou no amor inato entre mãe e filho? Escreve aqui nos comentários. 👇🏼

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