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Criação com apego: entenda tudo sobre essa teoria

Em algum momento da maternidade, você vai ouvir sobre o termo criação com apego. Pode parecer óbvio por ser algo simples de colocar em prática, mas a expressão tem alguns princípios básicos para que o pequeno cresça com vínculo e uma forte ligação emocional com os pais. 

O termo foi difundido pelo pediatra americano William Sears. De acordo com a teoria, a criação com apego na primeira infância é fundamental para relacionamentos seguros e empáticos na idade adulta. Com base nisso, a organização sem fins lucrativos Attachment Parenting International (API), fundada em 1994, criou oito princípios, que funcionam como ferramentas para esse estilo de criação com atendimento consistente e amoroso com as necessidades do pequeno.

Segundo a API, a criação com apego não deve ser encarada como uma regra, mas como orientação para um apego saudável e seguro entre as crianças e seus pais ou tutores. Mas como nem tudo são flores, essa conduta gera dúvidas e polêmicas entre os pais. 

Por causa do nome, a teoria pode ser entendida erroneamente como uma educação permissiva e superprotetora, tornando as crianças dependentes emocionalmente. Para evitar mal entendidos, vamos explicar cada um dos oito princípios da criação com apego. Confira!

Oito princípios da Criação com Apego:

1- Preparação para a gravidez, o nascimento e criação

É onde tudo começa, bem antes do nascimento do bebê. Além do tipo de parto, de preferência humanizado, é o momento onde os pais refletem e resolvem questões sobre a própria infância para não passar adiante para o pequeno. A etapa também consiste em estudar filosofias de criação, amamentação, entender sobre o trabalho da doula, se preparar para o parto e pós parto e aprender questões sobre a rotina de cuidados com o recém-nascido. 

O primeiro princípio da criação com apego é sobre pesquisa, preparo e flexibilidade, afinal, os pais terão informações, não experiências. 

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2- Alimentação com amor e respeito

A criação com apego ressalta a importância de uma alimentação pautada pelo amor e respeito. A ideia é criar vínculo através de alimentação equilibrada desde a amamentação até a introdução alimentar, reforçando as refeições como momentos de união da família.

Algumas recomendações são: amamentar em livre demanda, pesquisar e avaliar o uso de chupeta, mamadeira e outros bicos, introduzir alimentos sólidos apenas quando o bebê der sinais que está pronto e não de acordo com a idade, fazer um desmame gentil. 

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3- Responder sempre com sensibilidade

Esse é um ponto central da criação com apego. As respostas brandas ensinam valores de empatia e compaixão no dia a dia. Parte disso é sobre não negar os pedidos de afeto, como o colo. Além disso, o terceiro princípio aponta para o choro do bebê como uma forma de comunicar as necessidades, chamando atenção para o cuidado de brigar ou punir ao invés de tentar entender. Aqui, o diálogo prevalece. 

4- Usando o contato afetivo

É o princípio visível da criação do afeto. Ele diz sobre o contato pele a pele como benefício no desenvolvimento infantil, o carinho na amamentação, abraços, aconchegos, massagem e até o uso de slings. 

O quarto princípio mostra a importância do contato com a criança para a parte intelectual, motora, ganho de peso mais rápido, melhora da temperatura corporal, batimentos cardíacos e qualidade de sono. E, claro, todo esse amor só reforça o afeto entre pais e filhos. 

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5- Garantindo um sono seguro, física e emocionalmente

“Como fazer o bebê dormir a noite inteira”, pesquisar! Bom, na criação do apego, melhor esquecer essa ideia, que causa frustração principalmente nos pais de primeira viagem. A criação com apego mostra que os bebês precisam da garantia de pais amáveis para se sentirem seguros durante a noite, melhorando o sono.

É incentivado técnicas de cosleeping (desde que responsáveis), que nada mais é que os pais dormindo próximos aos filhos. Não precisa ser apenas na cama compartilhada, também pode ser com o mini berço no quarto dos pais ou algum móvel acoplado à cama do casal nos primeiros meses do bebê. 

Porém, o verdadeiro objetivo desse princípio é tornar as rotinas noturnas mais relaxantes, criando hábitos de sono saudáveis. Para isso, os pais devem ajudar o pequeno a entender os sinais de cansaço, criar uma rotina de sono e, quando chegar a hora de fazer a transição do berço para a cama, ser de uma forma calma e respeitosa. 

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6- Cuidado consistente e amoroso

Este princípio costuma ser muito mal interpretado, mas é necessário interpretação e bom senso. Ele trata da importância da presença consistente de algum cuidador para o desenvolvimento do pequeno. Mesmo que não sejam os pais, que tenha sempre alguém cuidando. 

Para as mães que precisam retornar ao trabalho, cuidado com a culpa. A ideia não é trazer um fardo pesado sobre a maternidade, mas apontar para um tempo de qualidade na presença do pequeno, isso inclui interações constantes e amorosas, seja no período que for possível.

Outro ponto destacado é o cuidado nas mudanças frequentes de cuidadores para não prejudicar o processo de criação de vínculos. 

7- Praticando a disciplina positiva

Essa pode ser a parte mais desafiadora da criação do apego. Ao contrário da disciplina autoritária, punitiva e agressiva, a disciplina positiva tem como regra tratar os pequenos como gostaríamos de ser tratados. Ou seja, controlar os excessos de raiva e oferecer empatia, gentileza e afeto.

Não é sobre dizer “sim” para tudo, muito menos não impor limites. A disciplina positiva envolve o uso de técnicas como prevenção, distração e substituição para guiar os filhos para longe do perigo e levá-los para um lugar seguro. 

Para isso, vale buscar em conjunto soluções para as necessidades não atendidas e até as birras. Conversar, ouvir e pedir desculpas – de ambos os lados – fazem parte da criação com apego. 

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8- Mantendo o equilíbrio entre a vida pessoal e familiar

É agora que muitos criticam a criação com apego, dizendo que as crianças ficarão mimadas. No último princípio, a teoria mostra a importância do equilíbrio. Os pais não conseguirão atender as necessidades dos pequenos se antes não cuidarem de si. É preciso que todos estejam emocionalmente saudáveis, dentro do possível.

Nessa parte, a rede de apoio entra para dividir o peso da rotina, além da conscientização de não precisar dar conta de tudo. É preciso criar metas realistas sobre a rotina, priorizar os momentos com as pessoas amadas, não ter medo de dizer não, reservar um tempo para cuidar de si e buscar ajuda sempre que preciso. 

A finalidade da criação com apego

A criação com apego tem o intuito de formar seres autoconfiantes, seguros, empáticos e maduros emocionalmente.  Uma criança criada com apego tende a construir uma relação saudável consigo mesma, reproduzindo o padrão em suas relações no futuro. Além disso, por ter recebido palavras e gestos de afirmação, serão adultos menos inseguros, que precisam menos de validação e aprovação externa.

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E aí, você concorda com a criação com apego? Qual princípio é mais importante no seu ponto de vista? Deixa aqui nos comentários!

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