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A difícil decisão de mudar de médico no final da gestação

Conheça relatos de mamães que trocaram de médico no final da gestação. Tem muita decepção da gestante com o médico, consultas e “não-perturbe!” via WhatsApp, medo e frustrações. Mas tem também muita mamãe bem informada, empoderada e segura do que é melhor para si e o seu bebê. E o melhor: uma boa dose de final feliz e partos humanizados. Vem ver!

Confiança. Esta é a palavra que melhor define a relação entre a grávida e o seu médico. Uma relação construída ao longo de nove (inesquecíveis!) meses. Consultas, exames e horas de conversas esclarecedoras constroem essa relação regada também de mútua empatia.

Assim como toda e qualquer relação, conflitos podem acontecer, inclusive, a ponto de rompê-la. Mas, no caso da relação gestante/médico, um rompimento no final da gestação pode ser algo muito mais complicado do que imaginamos.

O que leva uma grávida no finalzinho da sua gestação se encorajar e ir em busca de um outro profissional para a realização do seu parto?  Fomos em busca de histórias que mostrassem este cenário e, em meio a uma série de relatos, a falta de atenção com a futura mamãe e com seus planos para o parto, aliado a incompatibilidade de opiniões em questões como o tipo de parto e a humanização do nascimento são os motivos mais recorrentes.

Relações cortadas via WhatsApp

Isabella Soares Harder tem 19 anos. Aos 18 descobriu que estava grávida de 4 semanas do Noah. Foi a sua ginecologista de confiança e, em paralelo, em busca de informação. Jovem e ainda despreparada para aquele cenário, ainda não sabia que tipo de parto queria.

“Comecei a estudar sobre partos e por influência da minha irmã, que há 2 anos se preparou para um parto domiciliar, me indicou o livro Parto Ativo. Com 27 semanas descobri que meu médico de confiança era cesarista e se eu tivesse dilatação ele faria um parto normal, mas com episiotomia, indução e provavelmente intervenção. Então fui bem clara com ele e perguntei se ele faria um parto natural em mim. Ele negou! Foi bem sincero, disse que não trabalha com esse tipo de parto e me indicou uma outra profissional”.

Foi aí que a saga de Isabella e Noah em busca de um novo médico começou!

A indicação do ginecologista não tinha agenda profissional e pessoal para atender uma paciente nova. “Fui em busca de outro médico. Pedi indicações de profissionais que fizessem partos humanizados até em grupos de mães em Facebook. Encontrei… outra decepção”.

Como dizem por aí ‘foi um amor de carnaval’ e durou 3 semanas. “A princípio adorei ele, achei super atencioso, me passou o celular e disse que qualquer dúvida eu poderia mandar mensagem.  Até eu completar 32 semanas ele era o meu médico! Foi quando ele me assustou dizendo que eu estava com a barriga baixa (?), que o bebê já estava encaixado, que eu poderia ter um parto precoce caso eu não repousasse. Me pediu um monte de exames urgentes e me disse que assim que os resultados tivessem saído era pra eu mandar uma foto pra ele no WhatsApp. Era uma sexta-feira e os resultados saíram. Na pressa, acabei mandando as fotos pra ele a noite… A resposta dele foi simplesmente essa:

“Isabellla. Nada urgente.

Obstetra tem que ser poupado.

A qualquer hora posso ser chamado.

Sai do consultório as 20:00.

Ainda não jantei. Não almocei.

Não posso estar disponível para não urgências 24 horas.

Só para urgências. Ok. Tranquila. 

O mais importante está bom.

Segunda estou no consultório.

Nenhum momento pedi repouso absoluto.

Se viajar é só ficar quietinha. Ok”

“Fiquei totalmente decepcionada com o tipo de tratamento que um médico que se diz humanizado oferece a uma paciente de 18 anos, com medo desse parto precoce em que ele citou no consultório. Aliás, me receitou um remédio para maturar o pulmão do bebê. Desisti totalmente dele, chorei, fiquei chateada demais”.

A essa ‘altura do campeonato’, Isabella já estava com 32 semanas.  E a saga continuou. Foram mais 3 médicos até encontrar o que ela considerava ideal para ter sua filha. “Procurei, procurei e achei uma médica super doce, foi tranquila e me deixou tranquila, fiquei horas conversando com ela, me senti realmente confiante! Fez tudo como me propôs, me acompanhou pré, durante e pós-parto, me doulou no parto também. Foi difícil pois achei que não conseguiria parir do jeito que sonhava, nunca pensei que fosse tão difícil achar um médico em que confiasse”.

Mudança de cidade, de planos e uma equipe confiável formada com 39 semanas de gestação

Marília, Thiago e o pequeno Bernardo tem história pra contar e, com o objetivo de incentivar outras famílias, fizeram questão de compartilhar suas experiências. “Se vocês estiverem inseguras com o desfecho da sua gestação, não tenham medo de corrigir o rumo e procurar um médico que vocês se identifiquem. Procure e pesquise”, aconselha Marília.

A família planejava a mudança de cidade para depois do nascimento do Bernardo, mas, em meio a uma incessante busca por uma equipe médica humanizada e que incentivasse o parto normal, a família “ percebeu que seria melhor esperar pelo Bernardo no conforto da casa nova”.

Marília conta que ela e o marido sempre tiveram preferência pelo parto normal e que no decorrer da gestação começaram a ler e se informar a respeito. “Perceberam que, infelizmente, o parto normal é o caminho mais difícil, e que a médica que estava nos acompanhando certamente nos induziria a uma cesárea sem indicação. Nessa busca falamos com diversos profissionais… Doulas, obstetras e pediatras, muitos mesmo, uma busca incansável…. Não foi fácil achar a equipe que nos daria apoio, mas, nessa busca tivemos tempo para perceber que seria melhor esperarmos pelo Bernardo no conforto da casa nova e decidimos então que ele nasceria lá”.

Com 37 semanas o encontro da profissional ideal

“Foi com 37 semanas que achamos a nossa queridíssima obstetra, indicação de uma amiga. A partir daí nosso caminho estava começando a se definir. Nos sentimos muito seguros com ela, e nos identificamos com a maneira que ela enxerga a gestação e o parto. Encontramos também a doula e a obstetriz. O que falar delas? Incríveis, nos deram muito apoio físico e emocional durante o Trabalho de Parto”.

Marília formou a sua equipe ideal para o parto do Bernardo com 39 semanas de gestação e aconselha. “Busquem o caminho de vocês e procurem por profissionais que te apoiem”.

Fica a dica:

Nas primeiras consultas procure tirar todas as suas dúvidas com o médico, se ele estará na cidade no período previsto para o nascimento, se atende telefone a qualquer momento, de madrugada, inclusive e, sobretudo, com relação ao tipo de parto que deseja e como seu médico vê cada um deles;

Se optar pela troca de médico consulte, previamente, se o seu Plano de Saúde é aceito. Existem questões burocráticas que podem interferir, inclusive, no tipo de parto. Atentem-se.

No mais, a dica de sempre e que nunca é demais ressaltar: informe-se! Gestante bem informada é mais segura 😉

As histórias de Marília e Isabella são histórias que, infelizmente, se tornaram corriqueiras no universo da maternidade. Mas, que tem seu lado positivo quando reconhecemos o crescimento de mulheres que munidas de informação, vão em busca do parto considerado ideal por elas.

Vale ressaltar que existem médicos e médicos e que, assim como a Marília e a Isabella encontraram, há uma série de profissionais respeitosos e muito qualificados atuando no mercado. Encontre o seu!

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