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Tipos de parto: entenda as principais diferenças

Há tipos de parto diferentes, mas não existe um tipo ideal. O correto é falar no parto mais adequado para um nascimento seguro. Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Gilberto Mello, pela fisiologia da mulher, há 80% de chance do parto ser normal e de 20 a 30% de evoluir para uma cesárea. No entanto, “só entrando em trabalho de parto para a gente saber realmente qual a sua chance em relação ao parto”. 

Essas diferenças de tipos de parto são relacionadas aos procedimentos utilizados, de acordo com o nível de dificuldade de cada parto. Durante o pré-natal, converse com seu médico para que ele a oriente sobre a forma mais indicada para você, pois isso varia de acordo com o avanço de cada gestação. Você também pode se preparar com cursos, exercícios e orientações para este momento tão importante.

Conheça os principais tipos de parto:

Parto Cesária: o mais comum no país

Esse é, entre os tipos de parto, o mais utilizados no Brasil. Você sabia que, na rede particular do país, 83% dos partos são cesáreas? A Organização Mundial da Saúde recomenda apenas 15% de cesáreas (por razões clínicas) e 85% de parto normal.

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No entanto, é um procedimento cirúrgico e costuma ser recomendado por razões clínicas, como: bebê transverso, placenta baixa, bebê que passou de 4,5kg, sofrimento fetal, infecção herpética ativa, gestantes diabéticas, situações em que a mãe possui alguma malformação cardíaca que a impede de fazer o esforço do parto normal, entre outros. 

Na cesárea, a mãe recebe uma anestesia peridural (somente em alguns casos a anestesia geral é necessária). É colocada uma tela na região do tórax para melhor assepsia. O médico corta sete camadas até chegar no útero por uma incisão de 10 cm feita acima dos pelos pubianos. Alcançando o bebê, o médico o retira suavemente para sua equipe retirar a placenta. O corte é fechado com pontos.

Esse procedimento é o que possui a recuperação mais lenta e maiores riscos de infecção materna. A mulher não sente dor na hora do parto por causa da anestesia, mas pode sentir dores posteriormente.

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Dentre os tipos de parto, “é muito melhor uma cesárea que acontece num trabalho de parto, do que uma cesárea agendada”, afirma o obstetra. Isso porque ao entrar no trabalho de parto, há garantia de que o bebê está maduro, pronto para o nascimento. Outra questão é a ocitocina liberada no momento, que ajuda na amamentação, o útero fica mais fino, sangra menos e o bebê está mais encaixado. 

Parto Natural: sem intervenções externas

Como o próprio nome explica, este tipo de parto é o mais natural que existe. A mãe é 100% protagonista das ações. O parto é considerado natural quando não há intervenções externas ou qualquer tipo de procedimento médico. O bebê nasce quando ele se sente pronto e a mãe participa ativamente desse processo, empurrando-o para fora de seu corpo. 

A mulher pode sentir fortes dores, mas a recuperação é rápida. Esse tipo de parto tem menores chances de complicações e problemas para o bebê.

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Parto Normal: vaginal com apoio da tecnologia

A diferença do parto natural explicado acima e o parto normal é que este tem uma ajudinha da tecnologia para ser finalizado. Ele continua sendo um parto vaginal, mas passa a não ser considerado “natural” quando a dilatação do útero é induzida ou é utilizado algum tipo de anestesia, analgésico ou substâncias para acelerar as contrações. Além disso, em casos de emergência ou desgaste da mãe e do bebê, o médico pode usar um instrumento chamado fórceps para finalizar o parto. Este instrumento é semelhante a uma colher e é inserido no canal vaginal para auxiliar a retirada do recém-nascido. 

Geralmente, é observado como está a efetividade das contrações, a dilatação e como o bebê está encaixando para seguir com um parto normal. O tamanho do bebê e o tipo de bacia também tem relação, mas não é o critério final para um encaminhamento para cesárea, por exemplo.

Quando as gestantes, por algum motivo, não conseguem realizar um parto normal, é possível que haja certa culpa.  “A gente não quer gerar uma frustração, você não é menos mãe e o bebê não é menos amada se o bebê nasceu de cesárea”, reitera o Dr. Gilberto. Concordamos totalmente com essa afirmação! Os tipos de parto não interferem no amor de mãe!

Parto Humanizado: liberdade e foco nas necessidades

Este tipo de parto gera um pouco de dúvidas e também certa polêmica. O principal objetivo do parto humanizado é oferecer à mãe e ao bebê um cuidado e atenção especial, com um maior protagonismo da mãe durante o processo, evitando ao máximo os procedimentos cirúrgicos que oferecem riscos desnecessários, deixando apenas para os casos delicados. 

Ao contrário do que muitos pensam, o parto humanizado não tem necessidade de ser feito em casa, na banheira ou piscina. Ele pode ser feito em hospital, pois o importante são os profissionais envolvidos no processo: atenciosos, sem pressa e que respeitam  o tempo de cada gestante. 

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A dor que a mulher sente no momento do parto é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada por meios não farmacológicos, como banho de banheira ou chuveiro, mas não quer dizer que ela não possa utilizar analgésicos caso queira. O importante é a mulher ficar à vontade para escolher a posição e as interferências que deseja.

Se a situação requer cesárea, o procedimento também pode acontecer de forma humanizada. O bebê vai direto para o colo da mãe. 

Parto de Cócoras: quando a gravidade vira uma aliada

Esse parto também é natural, na posição cócoras – sentada ou agachada com os joelhos dobrados;  podendo ser feito também no parto humanizado. De cócoras, o parto pode ser mais rápido porque a gravidade atua a favor do parto. Pode ser mais confortável para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não possui mais as compressões sanguíneas da realização do parto deitado de costas.

Somente indicado para mulheres que estiverem com uma gestação perfeitamente saudável e sem problemas de pressão e só pode realizar se o feto estiver na posição cefálica (de cabeça para baixo). As vantagens desse tipo de parto é a participação do companheiro, a não utilização de métodos invasivos para alívio da dor, liberdade de movimentação e recuperação imediata.

Parto na Água: o mais tranquilo para o bebê

Nesse parto, a gestante pode ter a companhia do papai na água, que chega a cobrir a barriga e deve ter temperatura do corpo a 37ºC, pois a água morna deixa a gestante mais relaxada, aliviando as dores das contrações, diminuição da pressão arterial e relaxamento muscular. 

Ele é mais rápido e menos dolorido para a mãe e mais tranquilo para o bebê, pois sai de um meio líquido quente para outro. Não é recomendado para partos prematuros ou que necessitem de acompanhamentos médicos.

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Parto domiciliar: no conforto da sua casa

Com uma equipe qualificada e bem treinada, levando equipamentos de segurança, é possível. O ideal é tenha um pediatra na equipe para garantir uma assistência ao bebê. “É fundamental que você esteja absolutamente sem risco, tem que ter uma maternidade de referência para um plano de emergência, ambiente adequado e apoio familiar”, reforça o obstetra. 

E aí? Qual dos tipos de parto que você gostaria de fazer?

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