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Sangramento na gravidez: saiba o que pode significar

Quando o sangramento na gravidez ocorre, é normal que as gestantes fiquem muito preocupadas, mas calma! A notícia positiva é que sangrar levemente, desde que não seja tão intenso quanto no seu ciclo menstrual, é uma situação que acontece com quase um terço das grávidas e, muitas vezes, não representa uma ameaça grave. Os médicos estimam que entre 20% a 40% das futuras mamães podem apresentar sangramentos no primeiro trimestre de gravidez.

Esses sangramentos, também chamados de escapes, são comuns e podem não causar prejuízos para o bebê ou para a mãe. De qualquer maneira, é importante ressaltar que os sangramentos devem ser relatados ao médico e investigados, pois em alguns casos, podem se tratar de indícios de aborto espontâneo, placenta prévia ou gravidez ectópica, por exemplo.

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Nessa matéria, o Blog Grão de Gente vai listar para você as principais causas de sangramento na gravidez. Confira!

Razões de sangramento na gravidez durante as 20 primeiras semanas

Sangramento do implante 

Cerca de quatro semanas após a gravidez, acontece o implante do óvulo no revestimento do útero, também conhecido como nidação. Essa fixação do óvulo na parede uterina pode gerar uma pequena quantidade de sangramento por volta de sete a 15 dias depois da concepção, parecido com um finalzinho de menstruação.

Exame feito pelo obstetra

Os exames papanicolau ou pélvico podem provocar sangramentos leves dentro de 24 horas após terem sido realizados. Normalmente, esse sangramento desaparece em pouco tempo, ele pode ocorrer devido a inflamações, ectopia ou apenas pelo friccionar do colo do útero para a coleta de material.

Gravidez ectópica

Uma situação bem mais séria e preocupante, a gravidez ectópica ocorre basicamente quando o óvulo fertilizado se instala em algum lugar que não seja o útero, como nas tubas uterinas, onde é mais comum que isso aconteça. Infelizmente, diante desse diagnóstico a gravidez não poderá progredir normalmente e deverá ser tratada através de medicamentos ou intervenção cirúrgica.

Aborto espontâneo

Os sangramentos na gravidez podem sim significar um aborto espontâneo. Para que esse sangramento seja relacionado ao aborto espontâneo, normalmente alguns sintomas também serão percebidos, como dor lombar, dor abdominal, cólicas e coágulos de sangue ou um jato de líquido claro ou rosa que passa pela vagina, além da diminuição dos chamados sinais de gravidez, como a redução da sensibilidade das mamas e as náuseas.

Gravidez molar

A gravidez molar ocorre devido a má formação do embrião, que por conta disso não se tornará um feto. Entre os sintomas estão sangramento uterino recorrente, taxas elevadas do hormônio HCG e crescimento uterino desproporcional. Quando uma gestação passa por esses sintomas, o médico solicitará uma ultrassonografia pélvica para comprovar se está ocorrendo uma gravidez molar.

Relações sexuais 

Durante o segundo e terceiro semestre de gestação, o colo do útero fica inchado devido ao aumento do suprimento de sangue nesse local. Isso torna a área mais sensível e as relações sexuais podem ocasionar os escapes.

Gravidez química

Quando o óvulo é fertilizado, mas não é implantado no útero, denomina-se que ocorreu uma gravidez química. Isso acontece porque o corpo humano pode considerar a gravidez inviável devido a problemas relacionados aos cromossomos. O sangramento vaginal que pode ter resquícios do embrião e durar por volta de cinco dias ou mais é um dos indícios de gravidez química.

Infecções

A clamídia e as demais doenças sexualmente transmissíveis podem ocasionar um sangramento cervical. Os sangramentos podem surgir antes ou durante a gravidez e prejudicar a saúde da mãe e do bebê. Se não tratado com antibióticos e antivirais, pode trazer complicações como parto prematuro, aborto, baixo peso ao nascer e atraso no desenvolvimento.

Hemorragia Subcoriônica

O sangramento subcoriônico é algo delicado e a gestante deve ficar em alerta. Se trata de um sangramento que ocorre ao redor da placenta e deve ser diagnosticado e tratado com rapidez para que não afete a gestação. Normalmente, o médico solicita o repouso da paciente, dessa maneira o sangramento será absorvido naturalmente pelo corpo até a vigésima semana de gestação.

Razões de sangramento na gravidez após 20 semanas

Placenta prévia e descolamento da placenta

Basicamente, a placenta prévia cobre o colo do útero parcialmente ou completamente. Entre os sintomas, as cólicas e os sangramentos são os mais comuns. Idade avançada, cirurgias no útero e histórico pessoal de placenta prévia podem ocasionar essa situação.

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De acordo com o ginecologista e obstetra, Dr. Gilberto Mello, sangramento e gravidez não combinam e, em caso de placenta prévia, algumas medidas devem ser tomadas: “Após os três meses de gestação, podem acontecer sangramentos se a placenta estiver baixa. Nessa situação, é necessário repouso e alguns cuidados maiores, pois perto do parto isso pode trazer dificuldades”, afirma.

O descolamento da placenta é uma situação grave e pode provocar um sangramento severo. Nessa situação, a placenta se solta da parede do útero, o que gera uma hemorragia e coloca em risco a saúde da mãe e do bebê. Ainda segundo o especialista, o descolamento da placenta requer muita atenção.

“Entre os tipos de sangramento na gestação, esse é o que mais preocupa. Acontece principalmente no final da gravidez, com cerca de 34 a 35 semanas, muitas vezes a hipertensão é a causadora do descolamento e, além do sangramento, a gestante também sente cólica. Nesse caso, é importante ir para a maternidade com urgência”, alerta.

Trabalho de parto prematuro

O sangramento na gravidez pode ser acompanhado por cólicas ou contrações, diarreia, pressão pélvica ou dor nas costas antes de 37 semanas. Se esses sintomas não forem controlados e tratados, o trabalho de parto prematuro é uma consequência.

Outras causas 

As verificações cervicais, muito frequentes a partir do terceiro trimestre de gestação, também podem resultar em sangramento. Outro fator são as relações sexuais, que em alguns casos ocasionam o sangramento na gravidez.

Acompanhamento médico faz toda a diferença

Por mais discreto que seja, qualquer sangramento na gravidez deve ser imediatamente informado ao médico. É necessário que a gestante relate com detalhes como aconteceu esse sangramento e o que sentiu. 

Dessa maneira, o médico poderá avaliar a situação e concluir se há algo que foge da normalidade. A segurança da mãe e do bebê é essencial para uma gestação tranquila e saudável.

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Confira mais dicas do Dr. Gilberto Mello no “Palavra do Especialista”:

O ginecologista e obstetra, Dr. Gilberto Mello, falou mais sobre o assunto no quadro “Palavra do Especialista” desta semana no canal da Grão de Gente no YouTube. Vamos conferir?

 

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