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Ponto do marido: prática é considerada violência obstétrica

Prazer ou prisão? O famoso ponto do marido é um procedimento que se faz ao término da sutura de uma episiotomia, no qual um ponto extra “aperta” a entrada da vagina, com o intuito de torná-la mais estreita, teoricamente aumentando a satisfação sexual do homem. 

Pesquisas mostram que 53% das mulheres que têm seus bebês via parto vaginal são submetidas à episiotomia, um corte no períneo (entre a vagina e o ânus), que serviria para facilitar o nascimento e evitar que a passagem na criança cause um rasgo. 

Negada por profissionais humanizados, este hábito do sistema obstétrico padrão, também conhecido como “pique”, é uma das formas mais machistas de violência obstétrica!

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Ponto do marido é prejudicial para mulher

De acordo com uma reportagem do The Intercept, os resultados desse método são vidas sexuais arruinadas por causa dos efeitos colaterais que incluem dor e ardência durante o ato sexual. Além disso, o ponto do marido pode causar lesão de nervos na região, incontinência urinária ou fecal e perda da elasticidade normal da vagina.

E não são só as sequelas físicas, viu? É importante refletir sobre a perspectiva mais emocional e psicológica da mãe que acabou de parir. Muitas mulheres relatam se sentir como um objeto para o prazer alheio por uma terceira pessoa (obstetra) que se intromete sem permissão na vida sexual do casal. 

Nos casos em que o profissional avisa, ele também pode falar de uma forma constrangedoras em afirmações como “Vou fazer o ponto do marido e você vai me agradecer por isso”.

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Corte no períneo também é ultrapassado

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde orientam que a episiotomia não deve ser prática de rotina. A OMS reconheceu que não há nenhuma evidência que prove a necessidade da técnica em qualquer situação. 

A organização ressaltou que a taxa do corte ainda é alta em países como o Brasil pela falta de acesso às novas pesquisas científicas sobre o assunto e pela relutância dos profissionais em abandonar o velho hábito, no qual eles acreditam ajudar no parto. 

 

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Permissão é super necessária!

O Código de Ética Médica proíbe procedimentos cirúrgicos sem autorização, exceto para evitar risco de morte. Sem autorização da mulher, o corte pode ser considerado crime de lesão corporal e de constrangimento ilegal, uma violação do artigo 146 do Código Penal. 

Por isso, é necessário a mulher elaborar um bom plano de parto e contar com um equipe responsável, a fim de evitar esse tipo de humilhação e invasão inaceitável.

 

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