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Plano de saúde na gravidez: Um guia completo

Planejar a chegada do bebê é uma delícia! As futuras mamães amam pensar nos detalhes do enxoval e da decoração do quarto, mas é preciso ter atenção também às questões burocráticas. Para lidar com os gastos médicos, que não são baixos, muitas famílias optam pela contratação de um plano de saúde na gravidez.

Mas nem por isso todos os problemas estão resolvidos. É possível encontrar casos de contratos cancelados antes do parto, maternidade sem vagas, cobranças indevidas ou surpresas quanto aos períodos de carência. Para evitar estresse e gastos extras, a mulher deve conhecer seus direitos e planejar a contratação de um plano de saúde antes mesmo de engravidar. Ou buscar informações sobre o pré-natal e parto no SUS.

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Cobertura obstetrícia no plano de saúde na gravidez

Esse é o primeiro quesito que você deve ter atenção. Não basta correr atrás do plano de saúde mais barato. Você deve ter certeza que a seguradora oferece cobertura obstetrícia, pois há muitas opções que não têm.

Os planos de saúde podem oferecer cobertura apenas ambulatorial (consultas, tratamentos e exames), hospitalar (assegura internação, sem parto) e hospitalar com obstetrícia (cobre o parto). Se você pretende engravidar, o ideal é garantir que o plano que pretende contratar tenha cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia.

E caso você já tenha um plano de saúde, vale a pena checar se o seu oferece cobertura para pré-natal e o parto, pois muitas vezes não percebemos a diferença entre os planos antes de engravidar.

Plano de saúde na gravidez: Atenção ao período de carência!

Todas as seguradoras devem seguir as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina um prazo de 24 horas de carência máxima em caso de emergência.

Mas essa regra não vale para consultas e exames previstos no pré-natal, quando a carência pode chegar a 180 dias. Por isso é importante contratar o plano de saúde antes mesmo de engravidar, pois exames importantes como o ultrassom precisam ser feitos logo após o resultado positivo.

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Leia com atenção o contrato e veja quais os períodos de carência para todos os exames e consultas, além de checar se há reembolso se for preciso utilizar atendimento particular.

O parto

Surpreendentemente, a carência para a cobertura do parto é de dez meses a partir da adesão ao plano de saúde na gravidez. Então, se você buscar uma seguradora quando já estiver grávida, é bem provável que não tenha o parto coberto pela empresa. A única exceção é o caso de parto prematuro, considerado uma situação emergencial pela ANS.

Inclusão do bebê no plano de saúde

A cobertura hospitalar com obstetrícia também possibilita a inscrição automática do recém-nascido como dependente, até 30 dias após seu nascimento. Isso é importante para dar tempo e tranquilidade para a família buscar a inclusão oficial do bebê no plano da mãe ou buscar outras alternativas, para arcar com despesas como exames, internação e pediatra.

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Rede credenciada

Também é importante verificar quais são os hospitais e maternidades cobertos pelo plano de saúde na gravidez. Veja a lista de médicos, clínicas e laboratoriais, levando em conta a proximidade com a sua casa ou trabalho.

Não é incomum ver gestantes que são obrigadas a terem os bebês fora da sua cidade em função da falta de um hospital local na rede credenciada. Quem busca apoio para um parto natural também precisa ter atenção na estrutura do hospital, que deve ter salas preparadas para o trabalho de parto.

Reembolso

As questões relacionadas a reembolso também despertam muitas dúvidas. É preciso entender quais os critérios utilizados pela seguradora, para não ter surpresas com gastos extras. Esse benefício é importante, pois a gravidez envolve muitas consultas e exames, nem sempre cobertos pelo plano de saúde.

Se o seu obstetra não for credenciado, por exemplo, você pode ser ressarcida pelos gastos com as consultas particulares. Ou se for necessário realizar um exame em um período determinado (como os ultrassons morfológicos) e as clínicas credenciadas não tiverem horário, você será obrigada a buscar atendimento em outro lugar.

Internação

Para a internação após o parto, ou durante a gravidez se houver necessidade de repouso total, os planos oferecem diferenças na enfermaria e no apartamento. É preciso levar em conta que, na primeira opção, você pode dividir o quarto com outras mulheres e se isso é o ideal para a sua família.

As despesas do acompanhante também devem ser contabilizados, pois há planos de saúde que não oferecem acomodação ou refeições. E outras sim.

Lembre-se de checar a regulamentação em caso de algum imprevisto com a mãe ou com o bebê, que exija mais dias de internação. Os gastos com a UTI neonatal não são baratos.

Todos os exames são cobertos pelo plano de saúde na gravidez?

A ANS tem uma lista com os procedimentos padrão realizados durante a gestação, obrigando os planos de saúde com cobertura obstétrica a cumprirem essas regras.

Não existe um limite máximo de procedimentos, mas a operadora pode solicitar justificativas caso o médico peça uma quantidade maior de exames de ultrassom, por exemplo.

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O que não é coberto pelo plano de saúde na gravidez?

Podem surgir diferenças entre alguns planos mas, de forma geral, eles não são obrigados a oferecer medicamentos importados, inseminação artificial, exame de sexagem fetal, ultrassom 3D ou 4D e tratamentos que não sejam reconhecidos pelas instituições médicas, como pesquisas experimentais. A contratação de uma doula também não está inclusa na rede de cobertura dos planos de saúde.

O que fazer se não conseguir agendar um exame?

A ANS estabelece que as seguradoras têm obrigação de disponibilizar o atendimento. Para consultas com obstetras ou pediatras, o plano de saúde tem 7 dias para conseguir esse atendimento. Exames clínicos, o prazo é de 3 dias.

Já procedimentos de alta complexidade, como ressonância magnética, tem 21 dias. Caso a operadora não disponibilize outras opções, a gestante pode pagar pela consulta ou exame de forma particular e exigir o reembolso total.

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Falta de vagas na maternidade

Em caso de falta de vagas na maternidade para o parto, o plano de saúde é obrigado a oferecer o atendimento em outra unidade da rede credenciada, com os mesmos padrões. Caso isso não seja possível, a família pode optar por qualquer outra instituição e os custos devem ser arcados pela operadora.

Cobrança de taxa de disponibilidade para o parto

A ANS, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon condenam a cobrança de taxa de disponibilidade no parto por parte dos obstetras, entendendo-a como indevida.

As gestantes têm direito gratuito a escolher os profissionais que a atenderam durante a gestação, cabendo ao plano de saúde qualquer gasto referente ao parto, desde que cumprido o período de carência. Essa cobertura é garantida por lei e consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, conforme determina a Lei 9656/98.

Se a mulher não encontrar um obstetra credenciado que realize o parto pelo plano de saúde, ela deve contatar a operadora de saúde, que é obrigada a oferecer um médico para realizar o procedimento. Outra opção é o atendimento com os plantonistas dos hospitais credenciados do plano de saúde.

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Pré-natal e parto pelo SUS

A contratação de um plano de saúde na gravidez não é obrigatória. A gestante também tem a opção de realizar o pré-natal e o parto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, as grávidas têm direito a, no mínimo, seis consultas pré-parto e uma no pós parto. Todos os testes laboratoriais (sangue e urina), medicamentos, vacinas e ultrassonografias estão disponíveis de forma gratuita.

O parto também é oferecido pelo SUS para a gestante, que tem direito a terapias para aliviar a dor durante o trabalho de parto e um acompanhante durante a internação e o parto, que pode ser normal ou cesariana.

 

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