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Parto domiciliar: as possíveis complicações

No último dia 5 de outubro nasceu Gael, o primeiro filho da apresentadora Maíra Charken com Renato Antunes. A chegada de Gael foi marcada pelo o que Maíra chamou de ‘parto duplo’ e reacendeu as discussões sobre os possíveis riscos e complicações do parto domiciliar.

Após 12 horas de trabalho de parto domiciliar, Maíra e o esposo foram surpreendidos com a informação de que era necessário a transferência do parto em casa para um hospital, pois estavam tendo complicações que colocavam em risco a saúde e a vida de Gael: mecônio no líquido amniótico e os batimentos cardíacos de Gael mais fracos.

Sem titubear, o casal e toda a equipe médica correram para o hospital. Em um dos seus relatos de parto via redes sociais, Maíra contou como tudo aconteceu e ressaltou que “não engravidou pelo parto, e sim pelo filho e, pela vida dele, eu abro mão de qualquer plano, qualquer ideia e sonho”

Um relato de parto consciente, maduro e que trouxe a tona uma das grandes discussões que envolvem o parto domiciliar: seus riscos e complicações.

Palavra do especialista:  Como ter um parto domiciliar seguro?

Conversamos a respeito do parto em casa com a ginecologista obstetra dra. Mariana Ferreira.

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A médica ressaltou que se trata de assunto bastante delicado no meio médico, do qual os órgãos e entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina, não são a favor.

Ela, enquanto médica obstetra, pontuou os possíveis riscos do parto domiciliar para a saúde e vida do bebê e da mamãe.

“Emergências. Estes são os maiores riscos quando se trata de parto domiciliar. Quando, por exemplo, o parto deixa de evoluir de forma natural e sofre alguma intercorrência, com a paciente tendo alguma alteração clínica e o feto apresentando algum sinal de sofrimento. Estes são alguns fatores que podem complicar um parto”, pontua a médica.

Dentre estas possíveis intercorrências, a ginecologista obstetra ressalta alguns exemplos. “Casos onde a paciente evolui com sangramento aumentado após o parto ou o feto durante o parto apresente alguma desaceleração dos batimentos cardíacos, entre outras situações”.

Questionada sobre como agir em meio a este cenário em um parto domiciliar, Mariana é clara e objetiva. “Para todos os casos de parto domiciliar é preciso planejamento e, dentro dele, contar um plano eficiente de locomoção para o hospital mais próximo. É preciso estudar bem a logística casa – maternidade, com todos os possíveis transtornos que ela pode sofrer, do trânsito ao pneu do carro furar.

O ideal é que tenha uma equipe no hospital ciente de que este parto domiciliar está acontecendo e alerta para receber esta gestante em casos de emergências.

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Vale sempre ressaltar que, é de suma importância que esta gestante e o seu parto domiciliar estejam sendo conduzidos por uma equipe de profissionais capacitados que, geralmente, conta com uma enfermeira Obstetriz. Ela é o profissional adequado para os casos em que o parto sai do script e é identificado a necessidade de ir para o hospital.

Em tempo, a médica reforça a importância do pré-natal. “O pré-natal vai identificar a paciente que tem mais segurança para ter um parto domiciliar, as chamadas pacientes de risco habitual ou de baixo risco, como nós médicos chamamos. Estas são as gestantes com perfis para o parto em casa”, comenta.

Sobre a sua visão particular do parto em casa, a obstetra relembra que o parto em ambiente domiciliar acontece em alguns lugares do mundo e foi somente nestes moldes por muitos anos. “A hospitalização para o nascimento de um bebê é algo, relativamente, recente. E hoje começam a questionar seus benefícios e implicações” .

E conclui. “É um direito da paciente, a partir do momento em que ela recebe informações corretas sobre os benefícios, riscos, complicações etc., decidir onde ela se sente mais à vontade e o melhor ambiente pra ter seu filho. Para algumas mulheres, um ambiente mais confortável  seria dentro de um hospital, onde ela se sentiria mais segura. Para outras, em um ambiente domiciliar, como a sua casa. Sendo assim, isso é pessoal e a gestante tem que receber todas as informações para que ela possa decidir o que é adequado para si e o seu bebê”.

De acordo com os relatos da apresentadora Maíra, tudo estava dentro do recomendado: pré-natal, equipe e plano de parto emergencial e, por isso, o final foi feliz como planejado.

Maíra e Gael passam bem. Gael nasceu com pesando 3,155 quilos e medindo 52 centímetros.  Maíra concluiu seu relato de parto na internet com a hashtag #CesáreaSalvaVidas.

Seja bem-vindo Gael!

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