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Quando induzir o parto é necessário?

A ansiedade é um dos principais sentimentos experimentados pelas gestantes na reta final da gravidez. Com tudo pronto para a chegada do bebê, a futura mãe inicia uma contagem regressiva para o trabalho de parto, que parece nunca chegar quando se ultrapassa o marco da 40ª semana. Será que é necessário induzir o parto?

É preciso ter calma! A decisão pelo parto induzido envolve diversos fatores médicos e não depende unicamente da vontade da gestante. Especialistas em obstetrícia indicam o parto vaginal induzido somente quando o trabalho de parto não começa sozinho após as 41 semanas (termo considerado tardio no Brasil) ou quando existem condições que colocam em risco a vida da mãe e/ou do bebê.

Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a gestação pode chegar às 42 semanas. Já os médicos brasileiros têm uma posição mais conservadora, estipulando as 41 semanas como o período seguro.

induzir o parto

Induzir o parto é necessário quando:

  • Houve rompimento da bolsa, mas o trabalho de parto não começou em até 24 horas. Nesses casos, os médicos optam por induzir o parto para minimizar o risco de infecções no útero, que está desprotegido.
  • Gravidez chegou a 41ª semana, sem sinal de início de trabalho de parto.
  • Quando a mãe possui alguma doença, como hipertensão ou diabetes gestacional. No Brasil, o procedimento mais comum é indicar a cesariana nesses casos, mas a indução do parto é adotada de forma rotineira no restante do mundo.

Como funciona o parto induzido?

A indução do parto depende das condições do colo do útero da mulher. Se ele ainda não começou a afinar, sendo considerado imaturo, o médico pode utilizar métodos mecânicos ou hormônios para induzir o parto.

Entre esses métodos, podemos citar o rompimento artificial da bolsa – procedimento considerado desconfortável – ou exames de toque mais intensos. Também podem ser administrados medicamentos via oral ou inseridos na vagina.

Já para as gestantes que estão começando a dilatar, o médico pode optar pela administração de ocitocina sintética, diretamente na veia. O hormônio é o responsável por iniciar o trabalho de parto e é produzido naturalmente pelo organismo da mulher.

induzir o parto

Independente do método escolhido, o próximo passo é aguardar o início das contrações, que podem demorar de horas a alguns dias. O obstetra orientará a gestante sobre os sintomas que ela deve observar e quando se dirigir ao hospital.

E quando a indução não funciona?

Somente o médico pode avaliar se a indução do parto não irá “funcionar”, pois o estado do colo do útero e a posição do bebê são fatores que influenciam diretamente no sucesso do procedimento.

E mesmo que a gestante sinta algumas contrações, elas podem não ser suficientes para dilatar o colo do útero. O médico irá acompanhar a evolução do trabalho de parto, monitorando os batimentos cardíacos do bebê, para avaliar se há possibilidade de seguir com o parto induzido ou partir para uma cesariana.

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Comentário
  • Olá! Eu passei por indução com 39 semanas e seis dias. Eu já estava tendo contrações bem dolorosas desde as 36 semanas porém eu não tinha nem um milímetro de dilatação. Na quarta feira de cinza meu bebê, que mexia sempre o dia todo, estava muito quieto então eu corri para o pronto socorro da maternidade. O meu bebê já estava medindo 51 cm e estimando 3,800. A Dra me disse que seria inviável me deixar sair dali naquele estado e me perguntou o que eu gostaria de fazer, induzir ou cesária. Eu optei pela indução mesmo ela explicando que o trabalho de parto por indução é muito mais doloroso e demorado… Por fim meu bebê acabou descendo de mal jeito e desencaixou! Depois de quase 20 hrs ele nasceu por cesária com 3,975 kg. Não me arrependo das minhas escolhas, deu tudo certo no final. Ele nasceu forte, saudável e sorrindo! 🙂

    27 de maio de 2018
  • Fiz pre- natal no Hospital Universitario da Uerj e quando completei 41 semanas os medicos medicos me internaram para a induzir o parto. Me internei as 11h da manha e na madrugada do dia seguinte minha bebe nasceu saudavel de forma bem segura. Temos que valorizar os profissionais das instituicoes publicas que fazem seu trabalho com qualidade e comprometimento.

    9 de março de 2019
  • Meu sonho era ter um parto normal com o mínimo de intervenções possível. Me preparei estudando tudo o que podia. Minha família era formada por “boas parideiras” (minha avó teve 5 bebês de parto normal e minhas 3 tias também, minha mãe não teve por uma deformidade no útero; útero didelfo). Tive a melhor gestação da vida, amava estar grávida e não tive problema algum de saúde. Quando cheguei às 40 semanas, começou a bater a ansiedade, já comecei a ler sobre indução, firme de que meu bebê nasceria de parto natural. Tentei todas as formas de indução natural, caminhada, bola de pilates, tâmaras, pimenta, sexo. hahahaha Ao completar 41 semanas fui àquela que seria minha última consulta e a médica já começou a indução ali. Eu não tinha nada de contrações (a não ser aquelas de treinamento, que não são indicativo de trabalho de parto), mas tinha 3cm de dilatação e colo favorável, o que minha médica viu como esperança de que meu trabalho de parto fosse progredir de vento em popa. Ela colocou uma “fitinha ” (se não me engano de hormônio prostaglandina) presa ao colo do útero, que é menos “agressiva” que o comprimido de miso e falou pra eu ir à maternidade. Ainda não tinha me tocado de que meu bebê estava perto de chegar. O relógio marcava umas 17:00 quando cheguei à maternidade, fui admitida e me ajeitei no quarto sem sentir quase nada, além da ansiedade do que viria a seguir. Ficamos lá vendo filmes e conversando até liberarem a sala de parto, o que ocorreu por volta de 22:00, tinha algumas dores, mas nada muito desconfortável. Minha bolsa tinha estourado em um dos exames de toque da minha médica e a fitinha também não estava mais lá. Comprimido de miso e vamos começar o trabalho. Fiquei tentando me conectar com o bebê e com aquele momento. A sala de parto era ótima, meia luz, temperatura agradável, banheira com água quentinha e na avaliação; apenas 5cm. Minha anja em forma de obstetra recomendou uso de soro com ocitocina para avançar no trabalho. A ocitocina deu um gás e em pouco tempo eu sentia dores, meu tampão saiu e eu quis evacuar algumas vezes. Passado um tempo, acredito que já era madrugada, eu comecei a vomitar, dores intensas, ansiedade e nada de evolução significativa na dilatação e apagamento do colo. Dra. Ana sugeriu a analgesia, para que pudéssemos elevar a quantidade de ocitocina, conversei com o marido e ele achou boa ideia também. Assim fizemos, que alívio! A anestesista de plantão era um amor, nunca tinha visto uma médica tão acolhedora, ficou conversando comigo e tentou me deixar o mais tranquila e confortável possível. Podia comer, conversar, descansar um pouco, perfeito! Um tempo depois mais um exame e finalmente: colo apagado e dilatação total, mas o bebê ainda estava alto. Minha querida dra. continuava firme em seu propósito e eu também, durante as contrações (não sentia dor, mas podia sentir a barriga enrijecer) fazíamos várias posições para ele descer, mas nada feito ainda. Por volta de 9:00 o médico auxiliar anunciou que se o bebê não nascesse em 1 hora, teríamos que partir para a cesária, que desespero, mas estava tão focada que disse “agora ele vai nascer! não passamos tudo isso pra acabar na faca”. Suspendemos a anestesia e fomos à luta! Obaaaa, Gael estava chegando! Fiquei em posição ginecológica, que não era bem a que eu queria, mas sabia que a equipe estava ali para me apoiar, que difícil fazer aquela força, é tão específica… Nisso a dra. me avisa que vamos usar o vácuo extrator e eu já nem protestava mais, só queria o neném nos meus braços. Na primeira tentativa já deu certo, ele coroou e uns puxos com auxílio da equipe toda, regado a choros de “eu não vou conseguir!!!” aparece um tufo de cabelinhos! Meu cabeludo já estava quase ali, “olha, amor! Vem ver os cabelinhos!” “Não queroooo! Eu quero que ele saiaaaaa!!!!” rs E pronto! um pouco depois, por volta das 10h nasceu meu Gael maravilha.
    Foi o parto mais induzido que minha médica já viu, segundo ela mesma, não foi como eu imaginei, mas eu consegui! Consegui parir meu neném num parto normal, com intervenções totalmente necessárias, uma equipe maravilhosa e um bebê incrivelmente saudável. <3

    14 de março de 2019

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