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Diástase abdominal pós-parto causa flacidez e dor lombar

Você já ouviu falar em diástase abdominal pós-parto? A condição é comum em mulheres que passaram por duas ou mais gestações, mas também pode aparecer em gestantes que ganham muito peso e sofreram grande estiramento abdominal.

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O que é a diástase?

A diástase é caracterizada pelo afastamento dos músculos abdominais e do tecido conjuntivo, causando flacidez e dor lombar no pós-parto. Isso acontece por conta do crescimento do útero, que “força” os músculos para os lados.

Esse afastamento pode chegar a 10 cm de distância, em casos extremos. Mulheres que apresentam esse tipo de diástase podem pressionar três ou quatro dedos no abdômen e constatam que eles “afundam”, como se houvesse um buraco na barriga.

As mulheres que têm mais de dois filhos, passam por uma gestação gemelar ou com mais bebês, ganham muito peso, excesso de líquido amniótico ou têm bebês macrossômicos são as mais propensas a apresentar diástase.

Mas é possível desenvolver o problema mesmo sem ter engravidado, especialmente se a pessoa não faz nenhum tipo de fortalecimento abdominal ou sofre com a obesidade.

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Tem como prevenir?

A principal recomendação para a prevenção da diástase é manter uma rotina de exercícios físicos e evitar o ganho exagerado de peso durante a gravidez. Também é indicado manter um espaçamento de, pelo menos, dois anos entre gestações.

Dores no pós-parto

A recuperação da barriga após o parto é lenta e gradual, por conta da contração do útero. A tendência natural é que os músculos voltem ao seu lugar de seis meses a um ano, mas quem apresenta diástase não percebe isso.

Mesmo com o passar dos meses e até anos, a mulher pode sentir a região abaixo do umbigo muito flácida e também uma protuberância no abdômen ao agachar ou levantar algum peso. Isso é a diástase, que não desaparece sozinha e causa dores, além de incômodo estético.

A principal queixa é a dor lombar, que pode impedir a mulher de realizar atividades simples e fazer exercícios. Essa dor acontece porque os músculos do reto funcionam como uma “cinta” natural, que estabiliza a coluna.

Quando essa estrutura está frouxa, a coluna é sobrecarregada, trazendo dores e um grande risco da mulher desenvolver problemas sérios, como a hérnia de disco. Por isso é fundamental que a mulher busque orientação médica.

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Diagnóstico e tratamento da diástase

Existem muitos graus de diástase, que exigem um tratamento personalizado de acordo com cada caso. Por isso, além do exame físico, o médico pode solicitar exames de imagem, como ultrassom e tomografia.

Quem tem uma diástase leve a moderada, de até cinco centímetros, pode conseguir uma significativa melhora com exercícios de fortalecimento dos músculos.

A prática deve ser acompanhado com fisioterapeuta especializado ou educador físico, para evitar piora do quadro e o surgimento de hérnias. Entre as modalidades mais indicadas, o pilates e o RPG são boas opções.

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Outras técnicas, como o abdominal hipopressivo – que vem fazendo sucesso entre as famosas, reeducação postural global e alongamentos também atuam na melhora da diástase.

Em graus avançados, a cirurgia é recomendada. O procedimento envolve um corte horizontal no abdômen inferior – próximo à linha da cesárea – com descolamento até o nível do umbigo, para que o cirurgião plástico costure a membrana que reveste os músculos retos, aproximando-os.

 

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