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Qual a diferença entre baby blues e depressão pós-parto?

Quando nasce um bebê, nasce também uma enxurrada de hormônios para a mamãe! Esse mix de sensações e emoções podem causar o conhecido baby blues ou até mesmo a depressão pós-parto. 

O primeiro passo para entender é ter em mente que esta reação involuntária está longe de ser uma frescura ou fraqueza. Pode ser difícil imaginar uma mãe melancólica com a chegada de um filho, afinal, ela não deveria estar feliz? Não necessariamente! Vamos entender melhor?

Depressão pós-parto: mãe cansada

O que causa o baby blues e depressão pós-parto?

A rotina com um novo membro na família, a forma física diferente, expectativas e medos sobre o futuro podem deixar o emocional da mãe um pouco “bagunçado”. 

Algumas mulheres, mesmo em contexto positivo com o seu bebê, podem vivenciar momentos de felicidade e tristeza. Na maior parte dos casos trata-se do baby blues, que pode atingir até 80% das mulheres. Já um grupo menor, entre 10 e 15%, enfrenta um problema ainda mais grave: a depressão pós-parto. 

depressão pós-parto

Entendendo o baby blues

A expectativa da maternidade, o tamanho da responsabilidade de gerar uma vida e cuidar de um bebê podem transformar a alegria deste momento em um misto de melancolia e medo.

Assim começa o baby blues, que é mais comum do que se imagina. A palavra “blues”, em inglês, significa tristeza e tem a ver com o jeito que a mulher se sente durante esse período.

Esta tristeza pós-parto pode ser gerada por sintomas como preocupação excessiva com a saúde do bebê, ansiedade, nervosismo, dificuldade de se concentrar, cansaço, dificuldade para dormir e choro sem motivo.

Durante esse período a mulher está mais sensível que o normal e, geralmente, ela precisa ficar checando várias vezes durante a madrugada se a criança está bem. Mas fique tranquila! Da mesma maneira inesperada que vem, ele também se dissipa sozinho, cerca de 15 ou 20 dias depois.

depressão pós-parto

Entendendo a depressão pós-parto

Já a depressão pós-parto tem sintomas muito mais chamativos. É um transtorno psiquiátrico grave que surge de forma intensa logo após o nascimento do bebê, quando a mãe fica totalmente apática em relação ao filho.

Há casos em que as puérperas (mães que estão no resguardo ou quarentena) não têm sentimentos em relação ao filho que acabou de nascer. 

Nela, a tristeza é constante, há um enorme sentimento de culpa, insônia, autoestima baixa, desânimo e cansaço ao extremo, pouco ou nenhum interesse pelo bebê, incapacidade de cuidar de si mesma e do filho, medo de ficar sozinha, falta de apetite e prazeres nas atividades diárias.

A maior incidência da doença está entre as mulheres que já foram depressivas ou tenham casos de depressão na família. Os sintomas de blues e depressão podem se confundir, mas dá para diferenciá-los. Veja:

depressão pós-parto

Qual o tratamento para cada caso?

No baby blues, por mais que a melancolia seja intensa em alguns momentos, ele não necessita de tratamentos específicos. O que a puérpera mais precisa neste momento é de carinho e respeito de sua rede de apoio: companheiro, pais, família e amigos, além de exercitar a paciência consigo mesma. 

Isso mesmo, mamãe! Respeitar os próprios limites pode ser um grande passo para que esta tristeza pós-parto vá embora mais rápido!

Já na depressão pós-parto, o tratamento é sério e essencial.Remédios naturais que não interferem na amamentação, suplementação de ômega 3, acupuntura, massagens, exercícios físicos moderados e psicoterapia podem resolver o problema sem precisar de medicamentos como antidepressivos ou hormonais. 

Com o início do tratamento, a cura pode ser alcançada entre três e 12 semanas. Também é importante que a nova mamãe tente algumas atitudes como:

  • Expor os sentimentos para a família;
  • Manter uma dieta equilibrada;
  • Pedir ajuda no cuidado com o bebê;
  • Não esperar ser perfeita;
  • #maternidadereal: ter em mente que muitas mulheres passam por isso!

depressão pós-parto

Como a família pode ajudar?

Algumas medidas simples podem salvar o dia de uma mamãe no puerpério. Segurar o bebê para que ela possa tirar uma soneca ou tomar banho são pequenas atitudes que trazem alívio na rotina com o pequeno.

Compartilhar experiências e demonstrar compreensão também é super importante nessa fase! Vale reforçar que essas mudanças de humor estão longe de ser frescura, combinado?

depressão pós-parto

Dá para evitar?

A depressão pós-parto pode e deve ser evitada nos casos em que a mãe já sofreu com doenças psiquiátricas ou está passando por uma situação estressante na gravidez. A família e o obstetra também devem observar alterações comportamentais. 

Pesquisas mostram que 60% das mulheres com depressão pós-parto tiveram complicações na gravidez, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia ou hipertensão. 

No caso do baby blues, como ele é ocasionado por hormônios, não dá para se prevenir. É como a tensão pré-menstrual: algumas mulheres têm vários sintomas e outras não. O que pode ser feito, antes ou durante a gestação, é buscar o máximo de informações! 

Por isso, para ajudar nessa difícil missão, indicamos a Beabá Grão de Gente – nossa plataforma online especializada em levar conteúdo com responsabilidade e qualidade para gestantes e mães! Nela, você tem 20 aulas sobre parto e pós-parto com os melhores profissionais! Acesse aqui!

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Comentário
  • E qdo sente as duas coisas?

    11 de novembro de 2017

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