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Por que a fórmula infantil impacta o meio ambiente?

O leite materno é perfeito! Porém, sabemos que a fórmula infantil é uma alternativa super importante para aqueles bebês que realmente não conseguem recebê-lo. Muitas mulheres também não podem amamentar por apresentarem algumas condições como HIV, uso de quimioterápicos para tratamento de câncer, entre outros. 

Além disso, tem aquelas que simplesmente não conseguem levar o aleitamento adiante – na maior parte das vezes por falta de informação e acompanhamento adequado. Nesse contexto, as fórmulas surgem como solução para nutrir os recém-nascidos. Mas qual é o impacto desse alimento para o meio ambiente?

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Fórmula Infantil X Meio Ambiente

Enquanto o leite materno é produzido e liberado sem nenhuma poluição, a fórmula infantil necessita de energia para fabricação industrial, embalagens metálicas, uso de plástico, entre outros materiais que demoram a se decompor no meio ambiente.

Estudos mostram que a amamentação exclusiva, por seis meses, economiza mais de 90 kg de gás carbônico (CO2) por bebê em comparação à fórmula. Como a maioria desses compostos são baseados no leite de vaca, a pecuária também gera um impacto nos gases do efeito estufa. Ou seja, tudo está ligado!

Curiosidade: você sabia que se todo bebê norte-americano recebesse mamadeira, quase 86 mil toneladas de alumínio seriam usadas nas 550 milhões de latas de leite? Se essas latas tiverem rótulos, somam-se outras 1230 toneladas de papel. Embora boa parte seja reutilizada, grande parte dos materiais seriam jogados fora e raramente reciclados. 

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Quando a fórmula infantil é necessária?

A enfermeira e especialista em amamentação Sandra Abreu alertou que o uso de medicamentos incompatíveis à amamentação, entre outras doenças, podem impedir a mãe de amamentar. 

“Nesses casos o leite artificial salva vidas sim! Porém, como o leite de vaca é a base da maioria das fórmulas infantis, ele é nutricionalmente inadequado para o desenvolvimento de um bebê. Isso porque alguns aditivos acabam sendo acrescentados à fórmula, o que gera um efeito prejudicial ao meio ambiente”, disse.

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A doula e educadora perinatal, Tatiane Larisse, também disse que é muito comum o pediatra receitar a fórmula infantil com a perda de peso do bebê. “É necessário considerar não só o ganho de peso, mas avaliar o bebê de forma geral, se ele está se hidratando bem, o quanto faz de cocô, como está o seu sono, entre outros fatores”, explicou.

Porém, a doula ressalta que, em situações que a mãe realmente não consegue amamentar e o bebê teve uma queda brusca de peso ou está desidratado, é indicado que a fórmula entre como complementação do leite materno por meio de um “copinho”. 

E por que não oferecer na mamadeira?

Por causa da “confusão de bicos”. Esse termo é utilizado para explicar a dificuldade que algumas crianças têm em continuar o aleitamento materno após usarem algum tipo de bico artificial como chupetas e mamadeiras (que não exigem tanta força na sucção).

Isso acontece porque a alternância entre as duas formas acaba enviando uma mensagem errada ao cérebro do pequeno, causando confusão e até “preguiça” no momento de mamar.

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“Então a mulher continua ofertando a mama, acerta a pega correta e oferece em um copinho para o bebê não ter confusão de bicos. Quando ele voltar a ganhar peso, é necessário tentar reestabelecer a amamentação exclusiva novamente”, alerta a doula.

Por mais que hoje existam fórmulas mais puras e limpas de componentes maléficos, é necessário lembrar que ele não se compara aos benefícios do leite materno. “A mulher precisa de apoio para que ela consiga amamentar, porque se o seio dela está doendo muito, por exemplo, e o médico oferece a fórmula como solução, ela não vai negar e pode acabar desistindo de amamentar definitivamente”, completou.

Mamãe e bebê precisam de apoio!

É muito comum que a mãe apresente dificuldades na amamentação. Por mais que o aleitamento seja natural, não é algo instintivo. Ou seja, é uma situação nova que tanto mãe e bebê precisam aprender.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 45% dos bebês com menos de 6 meses no Brasil têm leite materno como alimento exclusivo. Por isso, campanhas como o Agosto Dourado – o mês de incentivo ao aleitamento materno – são tão importantes para apoiar a mulher nessa fase desafiadora. 

O objetivo da campanha é promover ações que informem as mulheres desde o pré-natal, período em que a gestante precisa contar com todo o suporte de profissionais, bancos de leite e uma rede de apoio que estimule o aleitamento materno. 

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Faça parte do Agosto Dourado e apoie outras mulheres!

 

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