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Especial Agosto Dourado: Amamentação, a base da vida

Nunca se falou tanto em amamentação quanto atualmente. E é claro que isso tem relação direta com as mudanças positivas na sociedade, como o maior acesso à informação, ao empoderamento materno e ao conhecimento dos benefícios de amamentar.  Hoje, sabemos de todos os aspectos favoráveis desse ato de amor, que pode, e deve, ser praticado livremente, seja em casa ou em público, com ou sem “cobrir com um paninho”. Mas nem sempre foi assim. Neste mês, comemoramos o Agosto Dourado, um mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, e por isso vamos abordar toda a sua história e curiosidades.
agosto dourado amamentação palpiteira

Pode perguntar para sua mãe, avó e tias, a amamentação sempre foi vista como algo muito benéfico para a mãe e o bebê. No entanto, nem sempre as mães tiveram tanta liberdade quanto têm atualmente para amamentar em livre demanda, por um período prolongado ou até em público, sem se cobrir.

agosto dourado amamentação

Podemos observar a grande quantidade de mães que, de fato, se incomodam com os famosos palpites a respeito desse ato tão natural, mas que infelizmente ainda causa tanto burburinho. Basta ver uma mãe amamentando em público que a enxurrada de comentários começa, e não para por aí! Há casos de mulheres que foram obrigadas a se retirarem de lugares por terem dado de mamar aos seus filhos, ou que já sofreram discriminação por alimentarem seus filhos dessa forma.

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Mas isso está, pouco a pouco, mudando para melhor. Com cada vez mais mulheres engajadas na conscientização de que a amamentação é natural e deve ser incentivada sempre, a mentalidade que busca censurar esse ato tão simples tende a diminuir. É um trabalho de formiguinhas, mas que não pode cessar.

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Um dos estímulos mais primordiais para que as mães passassem a enxergar a amamentação de forma diferente é a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que os bebês sejam amamentados com exclusividade até os seis meses, e até os dois anos, ou mais, de forma complementar, o que traz grandes benefícios para a saúde e desenvolvimento mental da mãe e do bebê, além de fortalecer o vínculo entre os dois.

Curiosidades sobre amamentação

Benefícios para a mãe

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Amamentar diminui o sangramento no pós-parto

O sangramento no pós-parto ocorre por cerca de três a seis semanas. É um processo natural entre as novas mães. Isso acontece porque o útero está voltando ao seu tamanho normal após o nascimento do bebê. O hormônio ocitocina é o responsável pela contração do útero, e ele é liberado em maiores quantidades com a amamentação, fazendo com que o útero volte ao seu tamanho mais rápido e o sangramento diminua.

Reduz o risco de anemia

Com o atraso no período menstrual, causado pela amamentação, a perda de ferro é reduzida, e consequentemente, o risco de anemia cai. O corpo da mãe utiliza o ferro na produção do leite, o que também ajuda a diminuir os riscos de anemia no bebê.

Menor possibilidade de câncer de mama e de ovário

Estudos recentes apontam que a amamentação reduz o risco de câncer de mama, ovário e útero para as mamães lactantes. Esse efeito ocorre por um período de no mínimo seis meses, que é quando a amamentação exclusiva é indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

amamentar emagrece

Perda de peso mais rápida

Essa curiosidade é uma das mais populares! Sim, é verdade, a amamentação realmente é uma das principais aliadas das mamães que querem perder o peso ganho na gravidez. Sem a necessidade de dietas, a recuperação do peso antigo também reduz o risco de diabetes e regula o açúcar do sangue.

Previne o diabetes tipo 2

A prolactina, um dos hormônios que causa a produção do leite, está circulando pelo corpo da lactante. Este hormônio preserva a massa das células beta-pancreáticas, que são as responsáveis por sintetizar a insulina (aquela que regula a glicose do sangue). Com isso, o corpo passa a desviar cerca de 50 gramas de açúcar do sangue todos os dias, já que ele vai para o leite.

Benefícios para o bebê

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Recebe anticorpos

Você já deve ter ouvido que o leite materno é considerado a primeira vacina do bebê. Isso porque, desde o colostro, o bebê está recebendo uma grande quantidade de anticorpos da mãe pela amamentação. Os principais anticorpos são aquelas contra a diarreia e infecções, principalmente respiratórias.

Diminuição do risco de alergias

Alergias alimentares e intolerâncias costumam se desenvolver nos primeiros meses de vida do bebê. Com a amamentação, é possível reduzir os riscos desses problemas! De acordo com os alimentos que a mãe consome, acredita-se que é possível repassar anticorpos específicos ao bebê por meio do leite. Com isso, é importante que nesse período a mãe consuma alimentos com conhecido potencial alergênico como ovos, frutos do mar, castanhas, entre outros.

Reduz o risco de doenças

O risco de colesterol alto, diabetes e obesidade no bebê, assim como na mãe lactante, é significativamente reduzido com a amamentação, segundo estudos. Isso acontece porque o leite materno é rico em nutrientes essenciais para a formação dos pequenos, anticorpos e o controle de açúcar e gorduras no sangue é estabilizado.

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Ajuda no desenvolvimento físico e emocional

A amamentação é capaz de auxiliar grandemente no desenvolvimento respiratório e gastrointestinal dos bebês. Além disso, a amamentação é essencial para o desenvolvimento emocional do bebê, uma vez que na hora do parto é constituída uma ruptura entre mãe e bebê, e a amamentação resgata o calor e a segurança que a criança encontrava quando ainda estava na barriga. O momento da amamentação, então, é um dos processos que auxilia na exterogestação.

Favorece o vínculo afetivo com a mãe

O vínculo afetivo entre a mãe e o bebê é estabelecido ao longo do tempo com muito carinho e dedicação. Nessa nova etapa, a amamentação tem papel fundamental na construção de uma relação saudável entre os dois, um verdadeiro vínculo de amor e de confiança.

Dados sobre amamentação atualmente

Amamentação no Brasil

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem 41% das crianças amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses de vida. O índice supera o de muitos países, mas não significa que não pode melhor. A meta da entidade é de ter até 2025, pelo menos, 50% das crianças em aleitamento materno exclusivo.

Mas o bom desempenho do Brasil não é exaltado quando pensamos na recomendação da OMS de manter o aleitamento até os dois anos de idade, pelo menos.

Após a introdução alimentar e até o primeiro ano de vida, 47% dos bebês brasileiros seguem amamentados. E o marco da amamentação até os dois anos parece ainda mais distante: o número cai para 26%.

Segundo OMS e UNICEF, cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento de taxas da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

Agosto Dourado

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Um dos objetivos do Agosto Dourado, lei sancionada pelo Congresso Nacional, que institui o mês de agosto como “Mês do Aleitamento Materno”, reforça discussões  fundamentais sobre a importância de políticas que incentivem o aleitamento materno.

Em 2018, o tema da campanha nacional vem com o slogan “Amamentação é a Base da Vida”, que visa reforçar a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças. Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, a amamentação também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Um dos principais focos da campanha é abordar as principais causas de desmame precoce que são, em sua maioria, evitáveis. Entre as principais dificuldades das brasileiras em manter a amamentação exclusiva, nos primeiros seis meses de vida do bebê, estão o posicionamento incorreto, insegurança quanto à quantidade de leite produzido, introdução de chupetas e mamadeiras, falta de apoio da família e retorno ao trabalho.

Agenda prioritária

O governo brasileiro vem investindo em ações de saúde pública para aumentar a assistência às mães e bebês, com o objetivo de proteger o aleitamento materno. Entre as principais iniciativas está a criação de salas de apoio à amamentação, que já são 216 em empresas públicas e privadas de todo o país.

amamentação

A ação surgiu em 2010 e propõe acolher a mulher em seu ambiente de trabalho, proporcionando um ambiente onde ela possa retirar e armazenar o leite de forma correta.

Além disso, pelas regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a mãe tem direito a dois períodos de 30 minutos por dia para amamentar o bebê, até o pequeno completar seis meses de vida.

E para garantir o aleitamento materno por seis meses, funcionárias públicas e colaboradoras de empresas do programa Empresa Cidadã têm direito a 180 dias de licença-maternidade. Há um projeto de lei em andamento (já aprovado pelo Senado) que pede a ampliação do direito à todas as trabalhadoras no país.

Hospital Amigo da Criança

Outra iniciativa que beneficia o aleitamento é o Hospital Amigo da Criança. Atualmente, 324 instituições fazem parte do programa no país, que busca o contato mãe e bebê imediatamente após o parto. Isso é fundamental para o sucesso da amamentação e redução da mortalidade infantil. No Brasil, 67,7% das crianças mamam já na primeira hora de vida.

Bancos de leite

amamentação bancos de leite

Estabelecida em 1998, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) é uma iniciativa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz. Referência em todo o mundo, a instituição apoia o aleitamento materno através de orientação, coleta e distribuição de leite humano com qualidade certificada a bebês prematuros e de baixo peso.

Com isso, os Bancos de Leite Humano também se tornaram importantes agentes na orientação e apoio à amamentação, acolhendo mulheres que estão com dificuldades. Atualmente, a Rede possui mais de 200 Bancos de Leite Humano e 150 postos de coleta distribuídos em todos os estados do território nacional, alguns com coleta domiciliar. Encontre o mais próximo de você, clicando aqui!

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Comentário
  • Amamentar pra mim é mais q um ato de amor. É algo especial , é um momento de amor entre vc e seu pequeno! Me sinto realizada por ser mãe e ter amamentado meu filho mais velho até 10 meses e agora estou com um bebê de 7 meses. Meu momento com ele é único, inexplicável, é um olhar de ternura e segurança! Eu amo amamentar meu bebê!!

    3 de agosto de 2018
  • Amamentar pra mim é um ato de amor , de cumplicidade, ternura e segurança. É um momento único !! Me sinto realizada em ser mãe e ter amamentado meu filho mais velho até os 10 meses e hoje amamento meu bebê de 7 meses. Eu amo amamentar meu bebê, às vezes até choro emocionada por poder olhar pra ele e sentir tanto amor !! Amamentar é algo de Deus , é vida , é Amor é Amar!!

    3 de agosto de 2018
  • Eu amamentei o meu filho mais velho até 1 ano e 8 meses. Fui erroneamente orientada pelo pediatra a reduzir a amamentação para incentivá-lo a ingerir alimentos da família. O meu filho do meio eu amamentei até 10 meses, também sofri com a recusa dele pelaparada. Entendo que cada criança apresenta uma necessidade diferente. Não tem regra. Hoje estou grávida e em alguns dias nascerá a minha filha Caçula. Estou ansiosa para cuidar dela tão bem como cuido dos meus meninos. Amo ser mãe é amo acamamentar. Dói muito no início,mas vale a pena. Também entendendo que algumas mães não possam amamentar, e seus filhos irão crescer e se desenvolver também lindamente.

    6 de agosto de 2018
  • Parabéns pelo Artigo, pela campanha de conscientização e incentivo. Amamento meu filho de 3 anos e minha filha mamou até os 6 anos. Peço que corrijam o parágrafo em que foi dito que a criança deve ser amamentada até os dois anos. Na verdade ela pode ser amamentada até os dois anos ou mais. 🙂

    6 de agosto de 2018

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