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Vacina causa autismo
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Vacina causa autismo: mito ou verdade?

Entre as diversas fake news espalhadas por aí, essa pode causar danos irreversíveis às crianças! Não há comprovação científica que vacina causa autismo, ao contrário, diversos estudos mostram que isso não passa de um mito espalhado por pessoas adeptas ao movimento antivacina.

Infelizmente, essa tese teve início em 1998 quando um médico britânico, Andrew Wakefield, publicou um estudo sugerindo que o autismo poderia ser causado pela vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Vacina causa autismo

O caso teve grande repercussão e logo a comunidade científica rebateu a afirmação. Inclusive, o médico foi investigado e descobriram má conduta, além de problemas na metodologia, e sua licença foi cassada, sendo impedido de exercer a profissão. Quem espalhou que vacina causa autismo com certeza não contou essa parte, né?

Apesar disso, a mentira continua sendo citada e sobrevive nos dias atuais pela disseminação nas redes sociais.

De onde surgiu o questionamento? 

Como já citamos, foi um médico que espalhou a suposição que vacina causa autismo ao publicar um artigo na conceituada revista científica Lancet, do Reino Unido. Lá, ele descreveu 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas e inflamação intestinal grave. Em comum, elas tinham vestígios do vírus do sarampo no corpo.  

Então, Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a possibilidade de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina tríplice viral. Foi o suficiente para que os índices de vacinação caíssem no Reino Unido, e posteriormente, ao redor do mundo. 

Vacina causa autismo

Além disso, nos anos seguintes, essa polêmica chegou nos Estados Unidos, mas com outro culpado: o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas. Somente em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o componente. Inclusive, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992, mas o autismo seguia prevalente.

Ainda em 2004, foi descoberto que antes da publicação do artigo, Wakefield fez um pedido de patente para uma vacina contra o sarampo que seria concorrente da MMR (sigla que refere-se a SRC ou “tríplice viral”). Na época, isso foi visto como conflito de interesses. 

Vacina causa autismo

As acusações não pararam por aí. No estudo original, Wakefield dizia que havia vestígios do vírus do sarampo nas 12 crianças pesquisadas. No entanto, um médico que o auxiliou foi a público dizer que não havia encontrado em nenhuma delas, mas que ele ignorou a informação para não prejudicar o estudo. Sério isso, né? 

Em 2010, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido julgou Wakefield “inapto para o exercício da profissão”, qualificando seu comportamento como irresponsável, antiético e enganoso. Já a revista Lancet se retratou do estudo publicado, dizendo que as conclusões eram falsas. 

Estudo refuta a tese que vacina causa autismo

Não é o único, mas é o mais recente e completo. Um estudo dinamarquês avaliou um total de 657.461 crianças nascidas na Dinamarca de 1999 a 2010, acompanhando as características e o tempo decorrido depois da vacinação, desde o primeiro ano de vida até agosto de 2013. 

Eles avaliaram se as crianças foram vacinadas, se tinham sido diagnosticadas com autismo, se havia algum membro da família com esse transtorno neurobiológico ou algum outro fator de risco para o autismo. Apenas 6.517 apresentaram sintomas do transtorno, mas não houve nenhuma diferença entre crianças vacinadas e as que não eram. Inclusive, nos pequenos que tinham mais fatores suscetíveis a ter o autismo, como àqueles cujos irmãos são autistas.

“Nossa conclusão é que a vacina tríplice viral não aumenta o risco de sofrer de autismo”, escrevem os autores na revista”, reforçaram os autores do estudo. Os pais podem ficar tranquilos, quem fala que vacina causa autismo está errado!

Vacina causa autismo

Movimento antivacina é perigoso!

Especialistas sempre reforçam a importância da vacinação, ainda mais quando tem comprovação científica dos benefícios, como o caso da tríplice viral. O maior risco é que as crianças desenvolvam enfermidades sérias e que doenças já eliminadas voltem, como o sarampo, que teve alta contaminação recentemente. “A partir do momento que você deixa de vacinar o seu filho, você está colocando outras pessoas em risco. A sua decisão não cabe só a você”, reforça o pediatra e alergista, Dr. Lucio Cury. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças tem autismo no mundo e os sintomas geralmente começam na infância e persistem até a adolescência e a idade adulta. 

Vacina causa autismo

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