a
HomeBebêATENÇÃO: Conheça os riscos de passar repelente no bebê
repelente-capa
repelente-capa
s

ATENÇÃO: Conheça os riscos de passar repelente no bebê

Você sabia que o repelente pode causar alergias respiratórias ou sintomas dermatológicos, como irritação na pele e nas mucosas? O Verão 2017 chegou com tudo, elevando as temperaturas e trazendo uma nova temporada de insetos, principalmente nas regiões mais quentes do Brasil. Nesta época, os pais precisam redobrar os cuidados com os bebês e acabam apostando em soluções cada vez mais fortes, com altas concentrações de substâncias tóxicas. Por isso, é fundamental escolher o produto recomendado para a idade do seu filho para protegê-lo contra os mosquitos sem oferecer riscos à saúde. Confira a matéria completa para acabar com as suas dúvidas sobre repelentes e fazer a escolha certa:

 

repelente-capa

Confira os tipos de repelentes mais indicados para cada fase do seu bebê.

 

Como o repelente funciona?

 

O repelente é toda substância, sintética ou natural, que atua formando um vapor com odor repulsivo aos insetos. Pode ser encontrado em aerossol, gel, loção e spray. Quando passamos o produto na pele, ele evapora e forma uma “pequena nuvem” com até quatro centímetros e um cheiro que os pernilongos detestam.  Sendo assim, não é necessário aplicar nos lugares cobertos por roupas. Alguns pediatras indicam que as mães passem o repelente no lado de fora das roupinhas, com exceção das partes que o pequeno pode colocar na boca. Sua eficácia pode ser alterada pela concentração da substância ativa, pela nossa pele, fragrâncias florais, umidade e até gênero (menor eficácia em mulheres). Então, não protege de maneira igual a todas as pessoas.

Um dos seus principais componentes é a dietiltoluamida (DEET), que pode ser tóxica em concentrações elevadas e provocar mais danos que benefícios a quem usa, especialmente nas crianças. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do CDC (Centro de Controle de Doenças)  é que os produtos contenham  registro na Agência de Proteção Ambiental (EPA) ou na Anvisa (Brasil). As substâncias consideradas seguras no Brasil são: DEET, icaridina, IR3535, óleo de eucalipto limão, citronela e outros óleos essenciais, com menor eficácia. Porém, somente o IR3535 está liberado para bebês entre seis meses e dois anos.

A maioria dos produtos comercializados aqui são produzidos com DEET. Quanto maior a concentração, maior a duração e proteção contra insetos. Grande parte dos repelentes infantis tem até 10% deste componente, mas a Sociedade Americana de Pediatria permite o uso até 30% em maiores de 2 anos. De acordo com a pediatra e alergista do Hospital Infantil Sabará, Fátima Rodrigues Fernandes: “A alta concentração pode desencadear alergias respiratórias ou sintomas dermatológicos, como irritação na pele ou nas mucosas. Uma dose indevida pode trazer consequências a uma criança que ainda está em desenvolvimento”, afirmou em entrevista para a Revista Veja.  Por esse motivo, não é permitido o uso em crianças menores de seis meses, nem recomendado para bebês com menos de dois anos.

Não deixe de ler o rótulo do repelente antes de comprar. Existem outros componentes no mercado, como a Icaridina, IR3535 e óleos naturais. A Icaridina, derivada da pimenta, é a opção mais eficiente, com duração entre três e cinco horas em 10% de concentração. No entanto, não pode ser usada em crianças menores de dois anos. As outras duas substâncias duram menos tempo, mas podem ser aplicadas em gestantes e bebês com mais de seis meses.

 

Os tipos de repelentes e inseticidas

 

repelentes para bebês

Telas e redes mosquiteiros

Os mosquiteiros são a melhor opção para bebês pequenos.  Você pode escolher entre os modelos para varal, dossel de parede ou teto. Sua proteção é excelente se forem bem usados. Por isso, evite deixá-los abertos, certifique-se sempre de que não há mosquitos dentro dele e lave-o com frequência para não acumular pó.

Loções, cremes e sprays para o corpo

Nenhum destes produtos é recomendado para recém-nascidos ou bebês com menos de seis meses. Funcionam melhor em ambientes fechados. Siga as instruções da embalagem e peça orientação do seu pediatra sobre quantas vezes reaplicar por dia.

Aparelhos de tomada em líquido ou pastilha

São eficazes em espaço fechado e liberam o inseticida pelo calor . É mais seguro usar em outros cômodos da casa que não o quarto do bebê. Se o problema de mosquitos for difícil de controlar, não ligue quando seu pequeno estiver no ambiente.

Inseticidas em spray

Suas substâncias nocivas podem ser inaladas, mas são evitam pernilongos em ambientes fechados e em áreas limitadas ao ar livre. Evite usar com as crianças no mesmo cômodo, pois pode causar alergias e problemas respiratórios.

Espirais

Os espirais emitem fumaça quando queimados e funcionam até em áreas externas limitadas. No entanto , podem desencadear alergias e problemas respiratórios.

Óleo essencial de citronela

O efeito não é muito duradouro, mas são eficazes quando aplicados diretamente. Óleos essenciais são muito fortes e não devem ser usados na pele de bebês e crianças pequenas.

Dispositivos que emitem ondas de ultrassom ou eletromagnéticas

Não têm a eficiência comprovada. Além disso, pode ser necessário mais que um aparelho para cobrir toda a área desejada. É preciso abrir uma porta ou janela para que os mosquitos saiam. Como o som é inaudível para os seres humanos, eles aparentemente são seguros para o uso com bebês.

Pulseiras e Vitamina B1

Além da baixa eficácia,  já foram relatados casos de alergia no local do contato das pulseiras com a pele. A prescrição da vitamina B1 deve ser feita por um médico de sua confiança. Ela pode ser benéfica em alguns casos, mas não há estudos suficientes para comprovar sua eficácia.

 

Qual o melhor repelente para cada idade?

 

Até os seis meses

Não há estudos confiáveis nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes. Por isso, nenhum dos produtos é recomendado no Brasil. As substâncias químicas  podem ser prejudiciais ao bebê e provocar reações tóxicas e alérgicas, já que sua pele ainda é muito sensível. Em outros países, existem versões liberadas a partir dos dois meses. Então, dependendo do risco da sua região, pode ser que o seu pediatra considere o uso. Do contrário, nesta fase, proteja seu pequeno com roupinhas leves de mangas compridas e cores claras. Use telas de proteção nas janelas e mosquiteiro no bercinho e carrinho. Outra boa dica é usar velas de Andiroba por tempo prolongado, cerca de 48h, para previnir as picadas do Aedes aegypti. 

 

repelente-mosquiteiro

Na Grão de Gente, a maioria dos kits berço já vem com mosquiteiro varal de tule ou filó para proteger seu bebê contra pernilongos e insetos.

 

Dos seis meses aos dois anos

O ideal é continuar evitando o repelente. De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Pediatria, o único componente indicado para esta etapa é o IR3535, que protege por cerca de 4 horas. No Brasil, o produto com esta substância é a Loção Antimosquito da Johnson & Johnson ou Skin 20 Soft, da Avon,  mas você pode providenciar em farmácias de manipulação. Seu tempo de duração é estimado em duas horas. Este ano, a Anvisa liberou o Exposis Infantil Gel para maiores de seis meses. Ele é feito com 20% de Icaridina. Consulte seu médico antes de usar.

 

Acima de dois anos

Icaridina e DEET estão liberados, mas nas versões infantis, com menos concentração do princípio ativo. A maioria vendida no Brasil têm até 10% destas substâncias, mas em outros países existem opções com até 30%. Nunca use concentrações maiores que 35% em suas crianças.

Os óleos naturais são os mais antigos repelentes conhecidos e parecem ter eficácia razoável. Porém, por evaporarem bem mais rápido, protegem por pouco tempo. Óleo de andiroba puro mostrou ser muito menos efetivo que o DEET. Óleo de capim-limão é o mais efetivo dos óleos naturais e seu princípio ativo já foi isolado. Mesmo sendo natuais, nada impede que esses produtos causem reações alérgicas locais e sistêmicas. Sendo assim,  devem ser usados com cuidado e, preferencialmente, com a orientação do pediatra.

 

Outras dicas sobre repelentes para bebês

repelente

  • É preferível o uso de roupas compridas leves e mosqueteiros.
  • As crianças nunca devem dormir com repelentes aplicados na pele. Retire no banho com água e sabonete.
  • Não aplique o produto diretamente no rosto.
  • NÃO aplicar próximo da boca, nariz, olhos ou sobre machucados na pele
  • A apresentação em loção cremosa é mais segura do que a apresentação em spray e deve ser preferida nas crianças
  • Fórmulas de repelentes com hidratantes ou protetores solares devem ser evitados, pois essas associações não são recomendadas em crianças.
  • Durante a exposição ao sol, quando for necessário, é recomendada a utilização do protetor solar. Aguarde a absorção completa do protetor, que ocorre em cera de 20 minutos, para somente depois ser aplicado o repelente.
  • Não passe repelente na palma da mão da criança, que pode levar o produto à boca.
  • Não use por baixo da roupa. Uso em excesso pode causar alergia, vômito, tontura e dor de cabeça.
  • Em situações de surto de doenças transmitidas por mosquitos, a orientação do pediatra pode mudar.
  • Converse com o médico de sua confiança para receber orientações específicas para o seu bebê.
Compartilhe:
Classifique este artigo

Blog Grão de Gente é um bate papo diário sobre o mundo da maternidade! O Blog da maior loja virtual de enxoval e decoração para quarto de bebê do Brasil.

redacao@bloggraodegente.com.br

Sem comentários

Deixe um comentário