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Leite materno: saiba como mudar a alimentação do bebê após um ano

Meu filho completou 1 ano, ele ainda precisa de leite materno?

Essa é uma dúvida comum entre as mamães, principalmente as de primeira viagem. Os tipos de leite são variados, e ainda existem as alergias que seu bebê pode desenvolver. É preciso saber qual tipo de leite é melhor para seu filho, as melhores opções e quantidades que devem ser ingeridas.

Segundo Gabriela Müller, que é Nutricionista Funcional e Materno Infantil e colaboradora do Alô Mamãe, o tipo de leite deve ser escolhido de acordo com a alimentação e desenvolvimento do bebê. É necessário um acompanhamento profissional para entender melhor como incluir o leite na rotina da criança, já que esse alimento é fonte de aminoácidos, cálcio, fósforo, vitaminas, entre outros nutrientes essenciais para o crescimento.

Leite materno

leite materno após um ano de idade leite de vaca

O leite materno é a melhor alternativa de leite para o seu bebê. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é manter a amamentação até os 2 anos de idade ou mais. Se o leite materno não for mais uma opção para o seu caso, ou se sua produção de leite já não é mais suficiente para alimentar seu filho, é necessário complementar com outro tipo de leite.

Leite de vaca integral

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A partir do primeiro ano de vida do bebê, o leite de vaca integral é uma alternativa para a dieta de uma criança saudável, sem alergias respiratórias como asma, rinite, bronquite, alergias de pele e APLV (alergia à proteína do leite de vaca), anemia, excesso de peso, com bom funcionamento digestivo e com boa aceitação de uma alimentação saudável e variada. Caso haja a necessidade de incluir o leite de vaca na alimentação, consulte um especialista para avaliar esses riscos.

No entanto, o leite de vaca integral apresenta teor de proteínas mais elevado. O excesso dessas proteínas pode gerar problemas de digestão e aumenta do risco de obesidade.

Fórmulas e compostos lácteos

leite materno após um ano de idade leite de vaca

As fórmulas infantis são compostos lácteos feitos à base do leite de vaca, porém, elas são adaptadas para que contenham nutrientes mais adequados à idade do bebê. “A maior parte deles tem como vantagem em relação ao leite de vaca integral possuir menor concentração de proteínas e ser enriquecido com nutrientes e prebióticos”, diz a especialista.

Para bebês menores de dois anos, as fórmulas só devem ser usadas dentro de uma alimentação adequada. Nesse caso elas podem ajudar na digestão, prevenção de anemia, ganho de peso adequado, ideais para bebês que não se alimentam tão bem, auxiliando a suprir suas necessidades nutricionais.

Leite vegetal

leite materno após um ano de idade leite de vaca

O leite vegetal não substitui o leite materno e nem o de vaca, já que as proporções de cálcio e proteína não são equivalentes. Os leites de oleaginosas, como de castanhas e amêndoas, têm potencial alergênico mais alto na infância. Por isso, evite oferecer esse tipo de leite ao bebê.

Como oferecer?

“Se o leite integral for a melhor opção para seu filho, procure usar o leite tipo A pasteurizado, que é mais fresco, tem menos aditivos e preserva melhor os nutrientes do que o leite UHT de caixinha”, diz a nutricionista. Ela ainda alerta para que o leite seja sempre muito bem refrigerado e utilizado em, no máximo, dois dias.

O leite integral tem vantagens sobre o leite desnatado nessa fase da vida, por conter mais gorduras saudáveis e vitaminas, por isso é mais recomendado.

Leite puro

“Procure ensinar desde cedo ao seu filho a beber leite puro, não há necessidade de adoçar ou utilizar achocolatados e variedades de farinhas. Nessa fase eles ainda estão formando o paladar, ficando mais fácil aprender a gostar do sabor do leite purinho.  Açúcar e farinhas favorecem o ganho exagerado de peso e diabetes”, diz a nutricionista funcional Gabriela Müller.

A dica para as crianças que têm dificuldades nessa adaptação é utilizar um copinho de leite puro e incluir o restante gradualmente até que o paladar acostume. Isso pode ocorrer não só com o leite, mas também com alimentos como queijo fresco, iogurte natural (sem aditivos) ou a fórmula/composto lácteo em receitas, procurando sempre receitas adequadas para idade, sem aditivos e açúcar.

A nutricionista também ressalta que os primeiros 1000 dias de vida do ser humano (período da concepção até o segundo ano de vida) são determinantes na promoção de saúde, prevenção de doenças e desenvolvimento adequado. Portanto, com uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e sem excessos até os dois anos de idade podemos prevenir diversas doenças e estimular o desenvolvimento dos bebês.

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