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Células-tronco do cordão umbilical: vale a pena congelar?

O avanço da medicina na área de doenças consideradas letais ou incuráveis é animador, ainda mais depois da descoberta das células-tronco. Capazes de se transformar em qualquer um dos 216 tecidos que formam o corpo humano, o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas para curas nas mais diversas áreas vem obtendo resultados significativos. Com o sucesso, surgiram diversas empresas especializadas no congelamento do sangue do cordão umbilical do bebê, rico em células do tipo: o argumento é que, caso o bebê venha a desenvolver alguma doença grave, as células-tronco congeladas podem significar a cura. Mas é assim mesmo que acontece? Qual o custo para manter esse material em um banco de células? Vale a pena?

 

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Preservar o cordão umbilical do bebê vale a pena?

 

Por que as células-tronco do cordão umbilical são especiais?

As células-tronco contidas no cordão umbilical têm o mesmo potencial terapêutico da medula óssea, ou seja, trata doenças relacionadas a cânceres no sangue (onco-hematológicas). Ele é rico em células-tronco adultas e tem inúmeras vantagens de uso – inclusive estima-se que tenham substituído um terço dos transplantes de medula óssea. O processo para retirar o sangue do cordão é indolor e não apresenta nenhum risco para a mãe ou para o bebê. Como são células novas, não foram expostas a agentes externos como radiação, poluição, infecções etc. No caso de um transplante, as chances de rejeição são menores. Também é mais fácil encontrar um doador compatível. Encontra-se uma medula óssea compatível a cada 20 mil amostras. No caso do sangue do cordão, esse número cai para um a cada 4 mil.

Quanto custa congelar o sangue do cordão umbilical?

 

Em bancos privados, o sangue do cordão umbilical do bebê fica disponível apenas para ele e sua família. O custo da coleta é de, em média, R$4 mil. Após a coleta, paga-se uma anuidade para que o banco preserve as células-tronco congeladas, que gira em torno de R$800,00. Existem bancos públicos de congelamento do sangue do cordão umbilical, mas são poucos os hospitais que oferecem este recurso, e mesmo assim, o material fica disponível a todos que necessitem desse tipo de tratamento, e não apenas ao doador. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) tem 6 mil amostras de sangue congeladas e atende a 50% da demanda. A boa notícia é que 15 mil novos doadores são registrados mensalmente na instituição, o que diminui os riscos de morte por incompatibilidade.

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Células-tronco preservadas não são garantia de cura

Vale a pena congelar as células-tronco do cordão umbilical do meu filho?

Há discordância entre especialistas. Um dos principais pontos é que, no caso de doenças congênitas, cuja tendência está no DNA do paciente, como a leucemia por exemplo, o tratamento com células-tronco do próprio paciente não teriam caráter curativo, já que as mesmas também carregam essa característica. O melhor, nesse caso, seria mesmo optar pelo transplante de medula de um doador compatível.

Na verdade, 90% das pessoas que possuem doenças tratáveis com o sangue do cordão não poderiam usar o seu próprio no tratamento. O que acontece é o uso aparentado, ou seja, entre irmãos. Ainda assim, as chances de compatibilidade são de 25%. A probabilidade de seu filho precisar desse benefício até os 20 anos é de uma para 20 mil. Esse material poderia ser útil em casos muito excepcionais, nos quais existe alto risco de doenças genéticas para anemias hereditárias, como a talassemia e a anemia falciforme: é muito raro.

Outra teoria é que, através do uso de células-tronco embrionárias, seria possível criar em laboratório partes de tecidos e até órgãos inteiros para transplantes, mas na realidade, isso ainda está longe de acontecer.

Quantas unidades de sangue de cordão já foram usadas no Brasil para tratar doenças?

 

Segundo dados publicados pela Revista Veja, nos bancos públicos, 135 das 12 000 unidades armazenadas foram doadas para transplante de medula. Nos privados, apenas oito entre mais de 45 600 unidades tiveram utilidade: cinco delas para uso em parentes, e apenas três para uso da própria criança. Em um desses casos, o paciente apresentava leucemia e não resistiu ao tratamento. Nos outros dois, de paralisia cerebral, os resultados não foram divulgados.

 

Em que estágio estão as pesquisas com células-tronco de cordão?

 

A eficácia das células do cordão umbilical do próprio paciente vem sendo testada para tratar doenças como paralisia cerebral, diabetes do tipo I e autismo. As pesquisas, no entanto, ainda não saíram do campo experimental. A terapia com células-tronco originárias de tecidos diversos, não só do cordão, é estudada há quase quinze anos. Mas, nesse período, não houve nenhum grande avanço. Ela é preconizada em algumas situações, como na regeneração de tecidos, mas a partir de células colhidas da medula do paciente adulto, e não do sangue do cordão.

 

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