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Alergia em bebê: como identificar e tratar?

Por causa do organismo em formação e sistema imunológico imaturo, é comum que os pais e cuidadores se preocupem com a alergia em bebê. Afinal, eles são mais sensíveis a qualquer alteração no ambiente, alimentos e picadas de inseto. 

Existem diferentes tipos, como a respiratória (rinite e asma), alimentar, e a dermatite atópica (doença inflamatória da pele). Mas nem toda irritação na pele é alergia! Para te ajudar a identificar as principais causas e sinais de alergia, separamos informações relevantes com respaldo do pediatra e alergista Dr. Lucio Cury. 

Segundo ele, se o pai e a mãe são alérgicos comprovados, a criança tem 60% de chance de desenvolver também. Contudo, o que passa de geração para geração não é a alergia em si, mas o sistema imune hiperreativo. “A gente só vai desconfiar de alergia quando começar a apresentar sintoma. O bebê não nasce alérgico e sim tem um processo de sensibilização do organismo”, afirma o médico. 

Alergia em bebê na pele

Na maior parte dos casos, o local acometido é a pele do bebê, gerando muitas dúvidas de pais e cuidadores, que devem procurar o pediatra. Se for preciso, ele encaminhará a um alergologista. O Dr. Lucio Cury ressalta que nem sempre essas lesões são alergias. A situação mais recorrente é a dermatite de fralda, que irrita a pele por causa da umidade da fralda, gerando até assaduras.

alergia em bebê

Para identificar se esse é o caso da alergia em bebê, verifique as dobrinhas. Se a pele fica íntegra e queima ao redor da dobra, pode ser essa dermatite. Além do atrito da fralda, as fezes e a acidez da urina acaba queimando a pele do bebê. 

Outra coisa que tem relação com a fralda e irrita a pele dos pequenos é a monilíase, causada por um fungo, o mais comum é a Candida. É preciso ter atenção, já que o bebê pode passar a mãozinha no local infectado e levar a boca, gerando o conhecido sapinho.

Sabe a alergia em bebê quando está muito calor? É uma queixa comum das mamães nos consultórios. Na verdade, não é bem uma alergia. A brotoeja – ou miliária rubra – nada mais é que uma erupção na pele causada pela sobrecarga da glândula do suor.

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Ela aparece em forma de bolinha, principalmente na raiz do cabelo, peito e tronco. A boa notícia é que dá para evitar com medidas simples como colocar pouca roupa em bebês que suam muito, usar talco líquido que evita que a pele fique pegajosa (aplicar de duas a três vezes ao dia) e não dar banhos muito demorados e quentes, mesmo no inverno. 

Já a alergia na pele mesmo se manifesta com eczema. A região pode ficar com textura grossa, apresentar vermelhidão e descamação. Se evoluir, se apresenta como dermatite atópica, que aparece com frequência na dobra do cotovelo, atrás dos joelhos e na bochecha.

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Para cuidar direitinho da alergia, é preciso tomar cuidado com os produtos químicos usados como shampoo, protetor solar, repelente e perfumes. 

Reações a picadas de insetos também são comuns em bebês. O sintoma pode desaparecer com a idade. Por volta de cinco anos já dá para perceber melhora. No entanto, algumas crianças podem apresentar até os 10. Quando a irritação for muita intensa, dá para fazer o uso de vacinas, segundo do alergista Lucio Cury. No entanto, o mais importante é a prevenção. “Tela na janela e repelente para maiores de seis meses. O tratamento é a base de pomadas e antialérgico para evitar coceira”. 

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Alergia em bebê referente a animais acontece de forma mais grave com outros insetos que não sejam mosquitos, como abelhas e vespas. Quando o inseto pica, logo aparece um quadro de urticária, podendo gerar inchaço no lábio, olhos e até crises de falta de ar.

Alergia Respiratória

Os sintomas de alergias causadas por agentes ambientais como poeira, pólen e pêlos de animais, geralmente se manifestam no sistema respiratório do bebê, com coriza, espirros, congestionamento nasal, coceira nos olhos e ouvidos.

É fácil de identificar o quadro alérgico quando o bebê parece estar sempre resfriado, com o nariz escorrendo, tosse muito e vai constantemente ao pronto socorro fazer inalação. A via aérea do bebê é mais sensível, por isso, dependendo do vírus que ele pegar, pode causar uma inflamação que o faz chiar como uma pessoa asmática.

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Mas muita calma nessa hora! Não dá para confirmar que um bebê tem asma ou não. Se a criança apresenta os sintomas de chiado em três crises no intervalo de dois meses (com uso de medicação) ou chia durante um mês corrido, o diagnóstico é de beber chiador ou lactente sibilante.

Esse bebê pode ser mais sensível a infecções virais, mas costumam melhorar após os dois anos. O diagnóstico de asma só pode ser confirmado após essa idade.

Alergia Alimentar

A alergia alimentar merece especial atenção devido à sua alta incidência em bebês. Entre 6-8% das crianças menores de três anos têm alergia a algum alimento, sendo o mais comum o leite de vaca, quando geralmente acontece a introdução ou complemento com fórmulas infantis. As reações se manifestam principalmente na pele, no sistema digestivo e/ou no sistema respiratório.

Atenção, papais e mamães: ALERGIA ao leite de vaca é diferente de INTOLERÂNCIA à lactose. “A alergia à proteína do leite é mais importante porque você tem uma defesa imune daquela proteína, seu organismo interpreta que aquilo é ruim”, ressalta o médico. O grande problema é que não há exame que possa fazer para comprovar o diagnóstico em crianças muito pequenas. Normalmente, a suspeita de alergia em bebês que tomam fórmula infantil começa quando é identificado sangue vivo nas fezes, cólica que não passa, refluxo, falta de ganho de peso e problemas de pele e respiratórios que não resolvem.  

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Se há amamentação exclusiva e mesmo assim o bebê apresenta sinais de alergia, a indicação é que haja exclusão de alimentos derivados do leite da dieta da mãe. Já quando a amamentação não acontece mais, o indicado é usar leites próprios para alérgicos. Porém, eles são bem caros! Com indicação médica, é possível pegar latas na rede pública de saúde. Informe-se!

Outros alimentos alergênicos são: ovos, trigo (cereais em geral), oleaginosas, peixes e frutos do mar.

Quando ir à emergência?

Se a alergia em bebê apresenta sintomas mais graves, como inchaço dos olhos e boca, placas avermelhadas grandes e dificuldades respiratórias, é hora de buscar ajuda no hospital ou serviço de emergência!

Não é preciso desespero! As alergias podem ser amenizadas na maioria dos casos. O seu pediatra saberá indicar o caminho e cuidar do seu maior bem com muito zelo!

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